O Senado adotará um esquema mais flexível para as votações, durante o período de campanha eleitoral, para evitar um eventual desgaste da imagem dos senadores com a adesão a um recesso branco. Ficou decidido que as votações só acontecerão nas terças e quartas-feiras de cada semana, para que os senadores possam estar em seus Estados já na quinta-feira.

A ordem do dia do plenário na quarta-feira será aberta às 14 horas para iniciar as votações com horário para terminar, às 18 horas.

A definição da rotina para permitir as votações pendentes e que são objeto de acordo foi defendida pelo líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), depois de receber o sinal verde dos líderes do PSDB, DEM e PSB. "Participar do processo eleitoral é legítimo, mas nós não podemos parar a Casa", afirmou o líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES).

Ficou estabelecido também que as votações das próximas duas semanas serão de propostas que exigem a presença de, no mínimo, de 41 senadores, como MPs e projetos de lei. Só na última semana de agosto é que será apreciado um conjunto de propostas polêmicas e emendas constitucionais que exigem voto nominal e quorum qualificado.

Na reunião tumultuada dos líderes e presidentes de comissões permanentes, no gabinete de Garibaldi, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) lembrou que o regimento desobriga os parlamentares de estarem no Congresso nos próximos 60 dias que antecedem as eleições municipais. "O regimento permite dar prioridade às eleições", comentou o petista.

Até por isso mesmo, Garibaldi Alves desaconselhou os líderes, afirmando que seria mais conveniente assumir publicamente um novo recesso de três semanas, divididas entre agosto e setembro. Como não recebeu apoio, Garibaldi exigiu o compromisso dos líderes de que haverá quórum para as votações. "Isso não vai dar certo", insistiu Garibaldi aos senadores.

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