Sena nega atrito com diretoria da TV Brasil

O cineasta e escritor Orlando Sena negou hoje ter entrado em atrito com o ministro da Comunicação, Franklin Martins, e a diretora presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel. Sena deixou o cargo de diretor-geral da EBC sob a alegação de que o modelo de gestão adotado pela empresa engessa as instâncias operacionais.

Agência Estado |

"A empresa pública não tem mobilidade para responder as necessidades de produção de conteúdo. É confusa em termos de gestão e também não segue um ritmo intenso e veloz", afirmou hoje Sena, logo após participar de uma reunião de despedida dos funcionários da EBC, no Rio de Janeiro. "Em nenhum momento bati de frente com o Franklin ou com a Tereza. Nunca houve confronto", disse.
Ele criticou, no entanto, o atual modelo de gestão da EBC que, em sua avaliação, "esvaziou" suas funções como diretor-geral da empresa, "já que há uma enorme concentração de poder nas mãos da Tereza Cruvinel". "Mas não saio brigado", garantiu Sena.
À frente da EBC há oito meses, Orlando Sena repudiou ainda que tenha deixado a empresa por discordar da orientação do governo federal de dar peso maior ao jornalismo. Franklin Martins e Tereza Cruvinel privilegiariam a área de jornalismo em detrimento da área audiovisual, setor em que Orlando Sena é atuante. "Não existe briga entre jornalismo e cinema. Isso não tem importância nas questões da EBC. Essa história de briga é invenção", afirmou.
Sem ainda definir quais serão seus próximos passos, Orlando Sena fez uma defesa veemente da isenção da EBC em seus telejornais. Segundo ele, houve uma avaliação de todos os telejornais da EBC desde 2 de dezembro, quando a nova emissora entrou no ar, e ficou constatada a não interferência do governo na programação.
"Foi feito um exame minucioso e nunca houve indício de interferência na EBC. Isso não tem nada a ver com o que estou discutindo e colocando", observou Orlando Sena. Há cerca de dois meses, o jornalista Luiz Lobo, depois de ser demitido da TV Brasil, acusou o governo de interferência e controle na produção jornalística.

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