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Sem-teto mantêm acampamento na zona sul de São Paulo

SÃO PAULO - Um grupo de famílias ainda permanece acampado em frente a um terreno de propriedade particular, no bairro do Capão Redondo, onde nesta segunda-feira (24/08) houve um http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/24/moradores+protestam+contra+reintegracao+de+posse+na+zona+sul+da+capital+paulista+8053929.html target=_topprocesso de reintegração de posse, com a retirada de cerca de 800 famílias em meio a um confronto entre moradores e policiais militares.

Agência Brasil |


Apesar de persistir o clima de insatisfação no local, a situação estava tranquila até o fim da manhã desta terça-feira, conforme informaram representantes da Polícia Militar (PM) e líderes dos sem-teto.

Agência Estado
Crianças fazem garimpagem à procura de alumínio nos escombros dos barracos que foram derrubados durante a reintegração de posse de um terreno na favela Olga Benário, na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Ontem na desocupação houve confronto entre moradores e a Polícia Militar (PM), em que três pessoas foram detidas, moradores foram atingidos por balas de borracha e um policial foi atropelado.
Escombros dos barracos que foram derrubados durante a reintegração de posse.

De acordo com a PM, estão no acampamento improvisado cerca de 100 pessoas. O coordenador geral da Frente de Luta por Moradia (FLM), Osmar Borges, informou que os rumos do movimento serão definidos em assembleia nesta tarde.

Borges disse que todos os barracos que existiam no terreno, invadido há dois anos, foram totalmente destruídos e, como 70% das famílias não têm para onde ir, parte delas decidiu continuar em frente ao local.

Para passar a noite, alguns improvisaram abrigos com lonas. Segundo a coordenadora da FLM na zona sul, Felícia Mendes Dias, o movimento tentou convencer o proprietário do lote a permitir que as famílias ficassem no local. Mas eles estão irredutíveis, afirmou Felícia.

Agência Estado
Nesta terça-feira, crianças fazem garimpagem à procura de alumínio nos escombros dos barracos que foram derrubados durante a reintegração de posse.
Nesta terça-feira, crianças fazem garimpagem à procura de alumínio nos escombros dos barracos que foram derrubados durante a reintegração de posse.

A Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), vinculada à Secretaria Municipal de Habitação, informou, em nota, que, mesmo se tratando de um terreno particular, nesta segunda-feira (24/08), um diretor da companhia esteve no Fórum de Santo Amaro tentando interceder pelo adiamento da reintegração, sem sucesso.

A Cohab disse ainda que recebeu, na semana passada, uma lista de atendimentos emergenciais e a relação completa das famílias que estavam vivendo há cerca de um ano e meio na área invadida.

De acordo com a nota, a Cohab manterá as negociações com a FLM, visando à concessão de crédito com subsídio para a compra da casa própria para as famílias que tiverem renda. Segundo a companhia, esse processo de negociação envolve cerca de 100 procedimentos.

Confronto em favela de São Paulo

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