O cerco às finanças dos sem-terra levou o movimento a recorrer ao apoio de prefeitos e políticos do interior para transportar seus militantes aos protestos em Brasília.

Em concentração nesta terça-feira na frente do Supremo Tribunal Federal (STF), dois grupos usavam ônibus com logotipos das prefeituras de Crixás e Piranhas, no oeste goiano.

Crixás é governada pelo tucano Olímpio César de Araújo Almeida, que não vê nenhum mal em ceder o ônibus. O secretário de Planejamento, Osvanir Rocha, o Tuquinha, disse que o veículo foi cedido mediante contrato de contrapartida previsto em lei municipal. É um bem público para servir à comunidade. Não houve desvio de função.

AE
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam propriedade da Cosan

Integrantes do MST ocupam propriedade da Cosan


Tuquinha disse que a prefeitura não apoia invasões ou destruição de patrimônio e, por isso, vai pedir explicações aos líderes hoje. Se tiver alguém de Crixás envolvido em vandalismo, vamos tomar providências. O prefeito de Piranhas, Samuel Rodrigues (PMDB), negou ter cedido ônibus ou dado ajuda aos sem-terra. Sua assessoria alegou que o ônibus usado no protesto é de um particular, que tinha contrato com a gestão anterior.

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