A Fazenda Boa Sorte, em Parauapebas, no sudeste do Pará, foi ocupada pela segunda vez por famílias de agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri). Dessa vez, porém, os invasores expulsaram os empregados da propriedade, tomando casas, animais, um gerador de energia elétrica e um trator avaliado em R$ 100 mil, além de medicamentos veterinários para o gado.

Ocorrência policial da invasão foi registrada na delegacia do município.

Os sem terra exigem que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desaproprie a fazenda para transformá-la em assentamento. O fazendeiro Valdemar Camilo de Lima diz ser o dono da área há mais de vinte anos e negociava com o Incra uma solução pacífica quando a fazenda foi invadida por cerca de 90 sem-terra.

Um filho do fazendeiro disse que recebeu um duro recado dos invasores, que teriam avisado de que seu pai poderá ser assassinado caso não deixe o local nos próximos dias. "Estávamos conversando com o Incra, mas o acordo poderá ser prejudicado com essa invasão", afirmou a advogada Adelaide Vieira, defensora de Lima.

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