SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual denunciou nesta segunda-feira por furto qualificado dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participaram da invasão da fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi, no centro-oeste do Estado.

Os acusados, Ivanildo Cosmo de Oliveira, de 49 anos, e José Alves de Lima Neto, de 52, estão presos desde o dia 6 de outubro deste ano, quando foram flagrados, na rodovia Castelo Branco, transportando 12 caixas de laranja a granel, máquinas, ferramentas e uniformes pertencentes à Cutrale.

A fazenda ficou sob o controle dos invasores no período entre 28 de setembro, quando ocorreu a invasão, e 7 de outubro, quando foi desocupada.

O promotor Henrique Ribeiro Varonez, da 1ª Vara de Lençóis Paulista, entendeu que a autoria do crime ficou comprovada no inquérito. Os uniformes encontrados com os acusados tinham a identificação da fazenda.

Luciano Garcia/Futura Press
Na ação, foram destruídos cerca de 12 mil pés de laranja

No dia seguinte à prisão, a propriedade foi desocupada pelos sem-terra. Advogados do MST entraram com pedido para que os acusados respondessem ao inquérito em liberdade, mas o pedido foi negado pela Justiça.

Com o início da ação penal, caso a denúncia seja comprovada, eles podem ser condenados a penas que variam de dois a oito anos de prisão. O promotor acompanha também o inquérito que apura a depredação da fazenda, com a destruição de 12 mil pés de laranja. Segundo ele, o prazo para a conclusão das investigações foi aumentado em razão do grande número de pessoas supostamente envolvidas na ação.

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