Cerca de 300 sem-terra ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protestam hoje em frente ao prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande contra a morosidade da reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Os manifestantes cantam, dançam e gritam palavras de ordem desde o início da tarde, depois de cobrirem toda a frente do prédio com faixas e cartazes.

Em Dourados, ao sul do Estado e a 220 quilômetros da capital, manifestantes também entraram no terreno da sede do Incra para protestar.

Os dois locais estão sob força de um interdito proibitório expedido pela Justiça Federal. O documento garante o despejo imediato no caso de invasão, sem pedido de reintegração de posse, e por esse motivo os sem-terra preferiram ficar fora dos imóveis. Eles argumentam que o órgão montou "verdadeiras favelas rurais" para os sem-terra que foram assentados nos últimos dois anos. "Faltam moradias dignas, estradas e água potável em muitos assentamentos. Temos ainda centenas de famílias vivendo em barracas de lona plástica, aguardando ordens para serem assentadas em terras já adquiridas pelo Incra", afirmou o coordenador do MST, Márcio Bissoli.

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