BRASÍLIA - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, no fim da manhã desta segunda-feira, as superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo, no Ceará, na Paraíba e no Maranhão. Segundo informações do escritório nacional do movimento, é possível que novas ocupações ocorram ainda hoje. De acordo com a página do MST na internet, o objetivo das ações é chamar a atenção para ¿a recusa do governo federal em tratar da reforma agrária¿.

Em São Paulo, de acordo com o MST, cerca de 400 militantes ocuparam a sede da  superintendência regional. Na Paraíba, 800 sem-terra estão na sede do Incra e, no Maranhão, o número ainda não foi informado.

Em São Luís, os integrantes do MST pedem o envio de um representante nacional do instituto para que seja possível avançar nas negociações. Eles prometem permanecer acampados no local enquanto não obtiverem uma resposta.

O escritório nacional do Incra informou, por meio da assessoria de imprensa, que não deve se posicionar sobre o assunto porque as reivindicações costumam ser regionais, e cada superintendência deve responder por si. Ainda não há posicionamento oficial do Incra no Maranhão.

Já em João Pessoa, a reivindicação é o assentamento das mais de 2,6 mil famílias acampadas no estado, além de investimento publico para crédito rural e infra-estrutura nas áreas de assentamentos.

Na capital paulista, o MST pede a revogação de uma medida provisória que impede a vistoria e desapropriação de propriedades rurais ocupadas.

A MP 2.027-38, editada em maio de 2000, tem como objetivo reverter o número de ocupações de terra no país. O MST exige a revogação dessa MP, que é totalmente contrária aos avanços da reforma agrária, diz o texto divulgado no site do movimento.

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