BRASÍLIA - Militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) ocuparam segunda-feira as sedes das superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em sete Estados. Em São Paulo, quando os funcionários da superintendência chegaram para trabalhar já encontraram o edifício tomado.

AE
MST invade sede do Incra em São Paulo

Os militantes impediram sua entrada, autorizando apenas a permanência do pessoal da segurança. Também ocorreram manifestações em Maceió, João Pessoa, Salvador, São Luís, Fortaleza e Goiânia. Na capital da Bahia, os militantes acamparam no estacionamento da superintendência regional.

De acordo com a direção nacional do MST, as ocupações fazem parte de uma jornada de luta para exigir mais rapidez do governo na execução da reforma agrária. "Em outros governos, a reforma sempre andou a passo de tartaruga. No governo do presidente Lula, nem isso acontece: a tartaruga quase parou", disse o militante José Batista de Oliveira, mais conhecido como Batista, da direção nacional do movimento.

Em São Paulo, segundo informações do dirigente, chega a 1.600 o total de famílias acampadas, à espera de lotes da reforma. No Brasil seriam 140 mil. "Para piorar a situação, o governo não está dando assistência às famílias já assentadas", acusou Batista. "Em São Paulo são 700 famílias, que, depois de receberem o lote de terra, foram esquecidas. Conquistaram a terra, mas não contam com crédito, moradia, estradas, água, assistência técnica, enfim, nenhuma infra-estrutura. Isso impede as famílias de produzirem." Procurada, a direção nacional do Incra, em Brasília, preferiu não responder as críticas do MST, nem comentar as invasões.

(Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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