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Sem-Terra invadem agências bancárias no DF e em São Paulo

SÃO PAULO - Cerca de mil trabalhadores rurais Sem-Terra, muitos deles ligados ao MST, invadiram a sede da Caixa Econômica Federal (CEF) na manhã desta quarta-feira em Brasília. No interior de São Paulo, os manifestantes invadiram três agências do Banco do Brasil na região do Pontal do Paranapanema. Os trabalhadores assentados na região estão nas agências de Teodoro Sampaio, Porto Primavera e Euclides da Cunha Paulista. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/16/mst_ocupa_frente_do_predio_da_secretaria_de_justica_de_sao_paulo_1274867.html target=_topMST ocupa frente do prédio da Secretaria de Justiça de São Paulo

Redação com agências |

AE
No Distrito Federal e entorno, os trabalhadores reivindicam o assentamento das 1.200 famílias acampadas e a construção imediata de 300 casas em assentamentos da região.

Os manifestantes exigem a contratação, até julho deste ano, de todos os projetos parados nas agências da Caixa, além da liberação de recursos para a construção e reforma de mais de 100 mil unidades habitacionais até o final de 2008.

Interior de São Paulo

Em São Paulo, o MST pede a renegociação das dívidas dos assentados referentes ao Pronaf e ao programa de Compra Antecipada e a criação de um novo crédito para a Reforma Agrária.

O grupo também reivindica que o novo crédito atenda a estruturação da base produtiva dos assentamentos e que o governo federal garanta a aquisição dessa produção via Conab, com preços justos e seguro agrícola.

Invasão da prefeitura de Serra Azul

Integrantes do MST ocuparam, também nesta quarta, a prefeitura do município de Serra Azul. Segundo o movimento, o motivo da ocupação é a falta de infra-estrutura no assentamento Sepé Tiarajú, localizado entre os municípios de Serrana e Serra Azul.

"Abril Vermelho"

Os manifestantes realizam invasões em oito Estados e no Distrito Federal e exigem o assentamento das 150 mil famílias acampadas no País e investimentos públicos na produção agrícola e habitação em assentamentos.

O movimento realiza o "Abril Vermelho" todos os anos para lembrar a morte de 19 integrantes do MST em Eldorado do Carajás, no Pará, em 17 de abril de 1996.

O massacre, ainda impune, ocorreu quando a polícia recebeu ordens para desbloquear uma estrada na qual os sem-terra tinham montado barreiras para exigirem a desapropriação de uma fazenda vizinha.

"Após 12 anos do massacre no Pará, que matou 19 trabalhadores rurais e deixou centenas de feridos e 69 mutilados, ainda estão livres os 155 policiais que participaram da operação", alega Sobrinho.

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