Sem médicos, tendas para hidratação de pacientes com dengue no Rio não funcionam

RIO DE JANEIRO - Devido à falta de médicos, três tendas de hidratação para pacientes com dengue no Rio de Janeiro ainda não foram inauguradas. As unidades da Penha e Del Castilho, na zona norte, e Gávea, na zona sul, estão prontas, mas ainda não funcionam.

Agência Brasil |

Nesse momento estamos aguardando os médicos para abrir as tendas, disse o governador do estado, Sérgio Cabral. Estamos com as três tendas fisicamente prontas, do ponto de vista do material que não está faltando, o problema agora, são os médicos, completou.

Para aumentar o número de profissionais, a Secretaria Estadual de Saúde articula o deslocamento de médicos de outras unidades federativas para o Rio. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) intermedia as negociações e se reunirá na próxima quinta-feira (3) para discutir o assunto.

Os membros do conselho devem definir quais estados poderão ceder profissionais sem prejudicar o atendimentos em suas redes e ainda quando os médicos começarão a atender os doentes com dengue.

Segundo o secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, em relação à especialidade de pediatria existe um déficit de 154 profissionais. Desses, 50 já estariam disponíveis para sair do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Roraima e Mato Grosso do Sul.

Sérgio Cabral disse que para ampliar os atendimento médico também pedirá apoio das universidades por meio de médicos residentes. Para os leitos, um acordo com a Santa Casa prevê financiar cerca de 150 vagas. Hoje, a rede pública estadual conta com 340.

Há uma convocação explicita do estado. Um médico hoje está fazendo falta, um pode salvar uma vida. Chega um determinado momento da avaliação que o médico que é quem tem que fazer, destacou o governador.

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