Sem fretado, lentidão cai só 4% em SP na volta às aulas

A nova lei de restrição aos ônibus fretados passou pela primeira prova de fogo na semana passada - e os resultados só aumentam a polêmica em relação à proibição imposta pela Prefeitura de São Paulo. De 17 a 21 deste mês, primeiro período em que se combinou o tráfego de volta às aulas com a regulamentação desses coletivos, o trânsito da capital teve média diária de 65 quilômetros de lentidão.

Agência Estado |

Isso significa uma diminuição de apenas 4,4% em relação à média diária de agosto do ano passado, índices praticamente estáveis. Só que se for levado em conta apenas o horário de pico da manhã, justamente quando grande parte dos fretados cruza a capital, houve até aumento na lentidão na semana passada em relação a 2008 - mais precisamente de 11%.

Na semana passada, o Estado compilou diariamente os índices de congestionamento da cidade, hora a hora, das 7 às 20 horas. Para comparar os valores, a reportagem utilizou como base os dados enviados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no ano passado, que também mostravam hora a hora os índices de lentidão de agosto de 2008. A Assessoria de Imprensa da CET foi procurada na tarde de sexta-feira para que fosse possível obter essa comparação diretamente com o órgão, mas ela informou apenas que um balanço oficial seria divulgado nesta semana.

O resultado não deve mudar o discurso dos dois lados, apenas encorpá-lo - enquanto o governo pode afirmar que conseguiu reduzir os congestionamentos, as empresas de fretados dizem que a redução é muito pequena frente aos problemas causados para os usuários. Conforme o Estado mostrou no dia 13, os ônibus fretados criaram as próprias rotas alternativas para fugir dos 70 quilômetros quadrados da zona de restrição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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