Agenda de eventos em homenagem às vítimas Fala, internauta! BACKGROUND-COLOR: #ffffff color=#0066ffVocê considera que a situação na aviação brasileira melhorou no último ano? Comente abaixo." / Agenda de eventos em homenagem às vítimas Fala, internauta! BACKGROUND-COLOR: #ffffff color=#0066ffVocê considera que a situação na aviação brasileira melhorou no último ano? Comente abaixo." /

Sem culpados, acidente da TAM, o pior da aviação brasileira, completa hoje um ano

SÃO PAULO ¿ ¿Um avião lotado, com reverso travado e uma pista molhada e curta ... aquelas pessoas foram ¿assassinadas¿. Acho que o sistema é falho, não tem fiscalização nem investimento, e as companhias aéreas só visam ao lucro. Não tem seriedade. Ainda pode acontecer um outro acidente e, se não for em Congonhas, vai ser em outro aeroporto. Aí vai haver um rebuliço e o assunto morre até o próximo acidente¿. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/07/17/agenda_de_eventos_em_homenagem_as_vitimas_1448977.html target=_top Agenda de eventos em homenagem às vítimas Fala, internauta! BACKGROUND-COLOR: #ffffff color=#0066ffVocê considera que a situação na aviação brasileira melhorou no último ano? Comente abaixo.

Janaína Gimael e Andréia Brasil |

AE
Imagens feitas minutos depois do acidente com avião da TAM em São Paulo
Imagem feita minutos depois do acidente com avião da TAM em São Paulo

Um ano depois do pior acidente da aviação brasileira, revolta e dor ainda marcam a vida de pessoas que perderam amigos e parentes naquele 17 de julho de 2007.

O desabafo acima, dado à reportagem do Último Segundo, é de Roberto Gomes, assessor voluntário da AfavTam (Associação de Familiares e Amigos das vítimas do vôo JJ 3054 da TAM), que perdeu o irmão, Mário, na tragédia.

Mário era um dos passageiros do Airbus A320 da TAM, que havia partido às 17h16 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, com destino ao Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo. Às 18h48, ao realizar a aterrissagem, porém, o piloto não conseguiu frear a aeronave, que percorreu toda a pista do aeroporto, atravessou a avenida Washington Luís e chocou-se contra um prédio da TAM Express.

No acidente, 199 pessoas morreram, entre passageiros, tripulação e funcionários da TAM que estavam no prédio, além de um taxista que se encontrava no local.

Vivo um luto diário. Mas sei que devo continuar de cabeça erguida apesar de tudo, pois sei que meu marido não gostaria que eu desistisse da vida, diz Eliane Ribeiro de Mello, viúva do executivo Andrei François de Mello, que era um dos passageiros do vôo.

À espera de punição

AE
Uma das pastas integrantes do inquérito
Uma das pastas integrantes do inquérito
Eliane e Roberto ¿ assim como outros parentes e amigos das vítimas do vôo JJ 3054 - ainda esperam resposta da Justiça para quem são os culpados desta tragédia. O inquérito que apura as causas do acidente deve ser concluído, porém, apenas em setembro.

O laudo feito pela Diretoria da Engenharia da Aeronáutica (Direng), e divulgado nesta semana, apontou irregularidades na pista de Congonhas. A macrotextura, rugosidade que facilita o escoamento da água, deveria ter  0,5 milímetro no mínimo, segundo a norma IAC 4.302, do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC). Tinha em média 0,35 milímetro. Com as ranhuras, aplicadas depois que o acidente ocorreu, a macrotextura subiu para 1,48 milímetro.

Os resultados do laudo se assemelham aos do documento apresentado pelo Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, que afirma que a pista não era recomendada para aterrissagens em dias chuvosos devido à falta de ranhuras. No laudo, destaca-se ainda que não houve falhas nos manetes do avião, o que poderia ter acontecido, já que um dos reversos, sistemas que ajudam na frenagem, estava travado. A conclusão oficial do laudo deve ocorrer em setembro, mas até agora três quartos do documento estão redigidos.

Para a conclusão do inquérito falta o relatório da Cenipa, o laudo final do Instituto de Criminalística e o delegado receber o depoimento de Denise Abreu e Milton Zuanazzi (ex-diretores da ANAC). Esperamos que, em setembro, estes documentos sejam entregues e que o Ministério Público receba o inquérito e o encaminhe à Justiça. Queremos que os fatos sejam revelados. E, se houver responsáveis, que eles sejam punidos, afirma Roberto.

Sete devem ser indiciados

O delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa, que coordena a investigação, afirmou, com base no relatório da Polícia Civil que ainda será encaminhado ao Ministério Público, que sete pessoas devem ser indiciadas como responsáveis pelo acidente. O delegado, porém, não deu mais detalhes. Ele preferiu apenas dizer que as investigações vêm apontando negligência e imprudência como causas do acidente.

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