Presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, evitou nesta sexta-feira polemizar com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre as declarações dadas ao iG, mas disse que Ciro terá de aceitar a decisão do partido sobre o impasse envolvendo a sua candidatura." / Presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, evitou nesta sexta-feira polemizar com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre as declarações dadas ao iG, mas disse que Ciro terá de aceitar a decisão do partido sobre o impasse envolvendo a sua candidatura." /

Sem Ciro, presidente do PSB discute alianças estaduais com Lula

http://images.ig.com.br/ult_us/selo_eleicoes.jpg align=leftPresidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, evitou nesta sexta-feira polemizar com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) sobre as declarações dadas ao iG, mas disse que Ciro terá de aceitar a decisão do partido sobre o impasse envolvendo a sua candidatura.

Andréia Sadi, iG Brasília |

AE
Presidente do PSB, Eduardo Campos, chega para reunião com Lula

Campos ao chegar para reunião com Lula

Na tentativa de diminuir o mal estar pelo vazamento da decisão, Campos afirmou que Ciro "não está fora do páreo". No entanto, segundo o iG apurou, durante encontro nesta manhã com o presidente Lula, no Palácio do Alvorada, foi iniciada a discussão sobre as alianças entre o PSB e o PT nos Estados beneficiadas com a saída de Ciro da disputa presidencial.

O PSB espera uma contrapartida do PT e quer apoio do partido nos Estados do Espírito Santo, Piauí, Amapá e no Distrito Federal. O caso do deputado federal Rodrigo Rollemberg serve de exemplo. Ele quer sair candidato ao Senado no Distrito Federal numa chapa encabeçada pelo PT. O ex-ministro Agnelo Queiroz vai disputar o governo e Geraldo Magela ficará com outra vaga para o Senado. 

Outro caso similar é do senador Renato Casagrande, que pretende disputar o governo do Espírito Santo pelo PSB. Como o PT prefere a aliança com o PMDB, ele planeja fazer uma coligação com o PR. O problema é que esse partido quer apoiar Dilma como candidata a presidente .É uma realidade que se impõe, afirmou Rollemberg.

Atualmente, há quatro Estados em que os pré-candidatos do PSB estudam formar aliança com o PSDB, partido de oposição ao governo federal. São os diretórios socialistas de Alagoas, Amazonas, Paraíba e Paraná. Quase vinte diretórios do PSB preferem o partido na campanha de Dilma, para não ter de dividir palanques, enquanto só oito sustentavam Ciro, sem exigir contrapartidas.

Durante a entrevista ao iG , Ciro assumiu pela primeira vez que sua candidatura à presidência da República chegou ao fim. Oficialmente, aguardará a decisão da executiva do partido, marcada para o dia 27 de abril, terça-feira da semana que vem.  

Além de citar pressões do Palácio do Planalto no PSB para derrubar sua candidatura, Ciro ainda deu a entender que o tucano José Serra deve vencer a eleição presidencial. Para ele, o desafeto político é mais preparado para enfrentar crises do que a ex-ministra Dilma Rousseff.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, foi procurado pela reportagem para comentar as previsões de Ciro de que, com a sua saída, o candidato tucano, José Serra, tem mais chances de vencer a eleição do que Dilma Rousseff. Dutra, no entanto, disse que não iria comentar as declarações.

Repercussão

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