Sem caminhão, cresce 11% a frota de utilitários em SP

A restrição de caminhões teve impacto direto no aumento da frota de utilitários da capital paulista. Entre maio de 2008 (um mês antes do início da medida adotada pela Prefeitura) e maio deste ano, o número de veículos de carga de menor porte cresceu quase cinco vezes mais que o de caminhões.

Agência Estado |

De açodo com os dados obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", com base noResumo Mensal da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a frota de utilitários da capital passou de 561,9 mil para 624,4 mil, uma alta de 11% (no Estado, a alta foi de 9%). Enquanto o número de caminhões nas ruas subiu 2,99% (no Estado, foram 4,9%), chegando a 166,6 mil veículos no mês passado.

Esse fenômeno é apontado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo como o furo da medida municipal. O setor defende que, ao restringir os caminhões, a Prefeitura aumentou a quantidade de veículos a ocupar espaço nas ruas e, assim, contribuiu com os congestionamentos. A Secretaria de Transportes está obtendo justamente o efeito contrário, afirmou o presidente da entidade, Francisco Pelúcio.

O setor reivindica que a Prefeitura libere a circulação irrestrita dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs), caminhões com capacidade de 4 toneladas. Hoje, eles precisam respeitar um rodízio de dias pares e ímpares. A partir de novembro, devem ser totalmente proibidos das 5 às 21 horas. Sem eles, vai ficar inviável manter o abastecimento no centro expandido. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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