Seis vítimas de naufrágio no Paranoá são identificadas

Buscas por vítimas foram retomadas às 6h. Pelo menos três pessoas continuam desaparecidas

iG São Paulo |

nullAs equipes de resgate encontraram, nesta terça-feira, o sexto corpo de vítimas do naufrágio de um barco ocorrido na noite de domingo no Lago Paranoá, em Brasília. As buscas por vítimas do acidente foram retomadas às 6h desta manhã. Pelo menos três pessoas continuam desaparecidas.

Nesta manhã foram divulgados os nomes das seis vítimas do naufrágio cujos corpos já foram resgatados. São elas: João Antônio Fernandes Rocha, o bebê de sete meses; Ester Araújo de Oliveira, 10 anos; Flávia Daniela Pereira Dornel, 22 anos; Vicente Carneiro de Sousa Neto, 31 anos; Paulo de Melo e Adail de Sousa Borges (idades não divulgadas).

Os corpos desses dois últimos ainda passam por perícia no Instituto Medido Legal (IML). Os quatro primeiros já tiveram os corpos liberados para que as famílias façam o sepultamento. Os bombeiros ainda trabalham para localizar mais três ou quatro corpos.

Com capacidade para 92 pessoas, a embarcação transportaria pelo menos 101. Os passageiros faziam uma festa a bordo. A hipótese de choque contra outra lancha foi descartada pela polícia . O barco afundou duas horas após sair do embarcadouro do Clube Cota Mil .

A Marinha abriu inquérito administrativo e tem 90 dias para concluir o relatório com as causas do acidente. Dois peritos em acidentes navais devem sair nesta terça-feira do Rio de Janeiro para ajudar nas investigações. A Polícia Civil abriu inquérito criminal para levantar as responsabilidades pelo acidente e deve indiciar o piloto por crime culposo - quando não há intenção de matar. Ele foi submetido ao teste de bafômetro, que deu negativo.

AE
Bombeiros durante os trabalhos de resgate às vítimas no Lago Paranoá, em Brasília
Possível lotação

O barco que realiza esse tipo de evento costuma ter capacidade para até 92 pessoas. Os bombeiros estimam que a festa tinha pelo menos 101 convidados. A Marinha explica que, com o sobrepeso, entraria na mais água do que as bombas de esgotamento poderiam suportar. A hipótese, no entanto, só poderá ser confirmada quando o barco for retirado da água e a perícia verificar sua capacidade máxima.

“Não podemos falar em superlotação. O que sabemos é que houve um peso muito grande porque o barco estava cheio. Isso naturalmente abaixa o nível da embarcação e facilita a entrada de água jogada por outros barcos”, explica o major Adriano Azevedo, responsável pela operação de resgate.

Uma lista com os nomes dos convidados para a festa foi encontrada por volta das 12h da segunda-feira (23). A perícia trabalha no documento para conseguir visualizar os nomes confirmados. Porém, não tem certeza se todos os passageiros tiveram o nome confirmado ao chegar à festa.

*com AE e iG Brasília

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