Rio de Janeiro - Seis pessoas foram mortas a tiros no final da noite de sábado, na Baixada Fluminense, e outras três ficaram feridas depois de um ataque de bandidos encapuzados a um bar localizado na rua Réia, no Parque Fluminense, em Duque de Caxias. Entre os mortos está o sargento Adelson Alves, de 41 anos, lotado no 5o Batalhão, e que teria sido o alvo principal dos assassinos.

Segundo informações de policiais da 60a delegacia, os bandidos chegaram ao bar encapuzados e fortemente armados, perguntando pelo PM. Em seguida, atiraram contra as vitimas, que estavam bebendo no estabelecimento e não tiveram tempo de reagir. Os bandidos estavam encapuzados.

No ataque, também morreram Leonardo Batista Pinto, de 26 anos; Alberto Santos Barreto, de 22 anos; Anderson da Costa Melo, também de 26; e Tiago Batista, de 21.

Marcelo Santos Barreto, de 37 anos, chegou a ser levado com vida para o Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de ter dado entrada. Os feridos são: Wanderson Charles Gomes, de 34 anos; Marcus Aurélio Pinto, de 32; e Onise Maria Teixeira, cuja idade não foi divulgada.

Os crimes ocorreram pouco mais de três anos depois de uma outra chacina que abalou a cidade. Em 31 de março de 2005, 28 pessoas foram executadas por um grupo de extermínio formado por policiais militares e uma outra ficou ferida, em ataques nos bairros de Nova Iguaçu e Queimados, na maior chacina já registrada no município do Rio de Janeiro.

Como conseqüência, até o momento, dois policiais militares foram julgados e condenados: o soldado Carlos Jorge de Carvalho e o cabo José Augusto Moreira Felipe, condenados a 540 anos de prisão, pelos três crimes pelos quais foram acusados (assassinato, tentativa de homicídio e formação de quadrilha).

A Justiça absolveu o terceiro acusado de participar da chacina: o também soldado da Polícia Militar Fabiano Gonçalves Lopes, pelos crimes de tentativa de homicídio e das 29 mortes ocorridas em março de 2005. Lopes foi condenado apenas pelo crime de formação de quadrilha e terá de cumprir pena de sete anos de prisão.

A Justiça do Rio ainda deve julgar mais dois acusados pelos três crimes de Nova Iguaçu e Queimados: o cabo Marcos Siqueira Costa e o soldado Júlio César Amaral de Paula. Outros dois policiais foram processados apenas pelo crime de formação de quadrilha: os cabos Gilmar Simão, já morto, e Ivonei de Souza.

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