Seis dos 35 sindicatos dos Correios voltam ao trabalho; empresa recorre ao TST

Seis dos 35 sindicatos dos trabalhadores dos Correios aprovaram, em assembleia, a proposta apresentada pela empresa e decidiram voltar ao trabalho, informou a Federação dos Trabalhadores dos Correios. Nesta sexta-feira, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para suspender a greve. Continuam suspensos os serviços de entrega com hora marcada (Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta).

Redação com Agência Estado |


Os sindicatos que voltaram às atividades normais são o do Rio Grande do Norte, os de Ribeirão Preto e Bauru, ambos em São Paulo, o do Rio de Janeiro, o de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e o baiano.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) protocolou no Tribunal Superior do Trabalho (TST) uma ação, com pedido de liminar, para a suspensão imediata da greve de funcionários dos Correios. A decisão de recorrer ao TST, foi tomada depois que a empresa foi comunicada de que grande parte dos sindicatos que representam a categoria não aceitou a proposta da empresa .

A paralisação provocou, até agora, um atraso na entrega de 20 milhões de correspondências, o que corresponde a um terço das entregas diárias. Também estavam retidas nos centros de distribuição dos Correios 243 mil encomendas, entre malotes e Sedex. Ao todo, circulam pelos Correios 770 mil encomendas por dia.

Segundo os Correios, 27 dos 35 sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 a partir de janeiro de 2010, que valeria por dois anos, com o compromisso de não haver desconto dos dias parados caso os empregados retornassem ao trabalho nesta sexta-feira.

A proposta da empresa, elaborada em conjunto com o comando de negociação dos trabalhadores, significaria um aumento salarial entre 24,43% e 19,79% para a maioria do efetivo, principalmente carteiros, atendentes e operadores de transbordo.

Nos Estados em greve, a empresa colocou em ação um plano de contingência com o objetivo de garantir o funcionamento mínimo das atividades essenciais da empresa, a fim de diminuir o impacto da paralisação junto à população. Os dias parados serão descontados dos grevistas já na folha de pagamento de setembro, de acordo com os Correios.

Reivindicações

Os trabalhadores em greve exigem o reajuste salarial de 41,03% e mais R$ 300 no piso da categoria, a redução de jornada de trabalho e a contratação de mais servidores por concurso.

A empresa havia proposto um reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 para todos os empregados a partir de janeiro de 2010. Além disso, propôs um acréscimo de R$ 100,00 ao piso salarial da categoria, que é de R$ 640,00. A empresa pagaria esse acréscimo a partir de janeiro de 2010.

Os Correios estavam dispostos, ainda, a aumentar o vale-alimentação de R$ 20,00 para R$ 21,50 neste ano e para R$ 23,00 no próximo ano, além de conceder um vale-alimentação extra nos meses de dezembro deste ano e do próximo.

De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães, se a proposta fosse aceita, a ECT teria um impacto de R$ 729 milhões na folha de pagamento, que é de R$ 5,5 bilhões.

Contas

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, enfatizou que o consumidor deve ficar atento às faturas e boletos remetidos via postal pelas empresas de origem das cobranças.

O consumidor não está isento do pagamento em virtude da greve dos correios. O que ele deve fazer é ligar na empresa, anotar o nome do atendente, do protocolo, a data e a hora que está ligando e solicitar que a empresa disponibilize uma segunda opção de pagamento, orientou.

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