Reginaldo Martins da Silva, de 32 anos, o segundo preso suspeito de ter assassinado o coordenador de projetos sociais do grupo AfroReggae, confirmou ter participado do assalto mas negou ser o autor do tiro disparado contra a vítima, de acordo com a Polícia Civil (PC) do Rio de Janeiro. Reginaldo, conhecido como Renge, foi interrogado na 1ª DP do Rio de Janeiro na noite desta quarta-feira.

O coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, foi morto na madrugada do último dia 18. Ele foi abordado por dois homens, travou luta com eles e levou um tiro.

Agência Estado
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Reginaldo Martins da Silva chega ao 1º Distrito Policial, no centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira

Reginaldo Martins foi preso por volta das 17h15 desta quarta-feira em uma favela em Itaguaí, na Baixada Fluminense. A polícia afirma que o suspeito teve passagem pela polícia em 2007 por tráfico de drogas.

De acordo com a PC, se for constatada contradição entre o depoimento de Renge e do suposto comparsa no assalto, Rui Machado, de 35 anos, conhecido como Romarinho, preso na noite de segunda-feira (26/10), uma acareação será feita.

O caso

O coordenador do AfroReggae foi morto durante um assalto, depois de sair de um bar. Ele foi abordado por dois homens e levou um tiro. Os criminosos levaram o tênis e a jaqueta de Evandro.

O caso provocou indignação depois que imagens feitas por câmeras do circuito interno de uma agência bancária mostraram um cabo e um capitão da PM do Rio liberando os agressores, sem prestar socorro à vítima. Ambos negam omissão de socorro e alegam que não perceberam Evandro sangrando no local onde o crime ocorreu.

Na última sexta-feira, a 1ª Auditoria de Justiça Militar determinou a prisão preventiva do capitão Dennys Leonard Nogueira Bizarro e do cabo Marcos Oliveira Sales por omissão na morte de Evandro. Os policiais ainda teriam levado os pertences da vítima, que já tinham sido roubados pelos criminosos.

Perfil da vítima

Evandro João da Silva fazia parte há mais de dez anos do AfroReggae e estudava pedagogia na Universidade Estácio de Sá, no bairro do Rio Comprido, zona norte da capital fluminense.

Criado em 1993 na comunidade de Vigário Geral, na zona norte, a partir de um jornal que divulgava a cultura negra, o grupo AfroReggae tem como objetivo proporcionar aos jovens moradores de favelas uma formação cultural e artística, como alternativa aos caminhos do narcotráfico e do subemprego.

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