Segundo dia de greve dos ferroviários causa filas e congestionamentos no Rio

O segundo dia da paralisação dos ferroviários no Rio de Janeiro foi marcado por filas, engarrafamentos e troca de acusações na Justiça entre os grevistas e a direção da SuperVia, empresa responsável pelo sistema ferroviário. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) multou o Sindicato dos Ferroviários em R$ 50 mil pelo descumprimento de uma medida cautelar que obrigava a entidade a assegurar o retorno às ruas de 60% do efetivo de trabalhadores.

Redação com Agência Estado |

A ameaça de uma greve de rodoviários na quinta-feira em vários municípios da Baixada Fluminense pode levar o caos ao transporte na região mais afetada pela paralisação dos trens.

"A aplicação da multa foi contraditória, pois a SuperVia informou pela manhã que o sistema operava dentro do sistema especial nos quatro ramais", protestou o presidente do Sindicato dos Ferroviários, Walmir de Lemos. Ele afirmou que a entidade irá entrar com recurso e deve manter a greve até a readmissão dos dez empregados demitidos pela concessionária na semana passada.

Nesta terça, maquinistas fizeram um protesto em frente ao prédio da Central do Brasil, no centro da capital fluminense, e seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, o deputado Jorge Picciani (PMDB).

A greve teve reflexo nas filas dos pontos de ônibus e no trânsito nas principais vias expressas da Baixada Fluminense, da zona norte e do centro. O protesto prejudica o transporte de cerca de 500 mil usuários.

A SuperVia informa que os horários de intervalos entre os trens estão irregulares. Os intervalos previstos em cada ramal são: em Japeri - 2o minutos; em Santa Cruz - 20 minutos; em Belfor Roxo e Saracuruna- 30 minutos e o ramal Deodoro tem 10 minutos de diferença entre cada composição.

Os ferroviários reivindicam melhores condições para trabalhar e transportar os passageiros. Eles alegam que falta segurança, com a manutenção precária dos trens, que são, inclusive, obrigados a circular de portas abertas. As portas são forçadas pelos passageiros, que reclamam do calor dentro dos vagões.

Reunião com os trabalhadores

Uma reunião foi realizada nesta tarde entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, da Comissão de Maquinistas, da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro e da SuperVia, para discutir os itens de segurança operacional do Sistema Ferroviário da Baixada Fluminense.

Os representantes entraram em acordo quanto à segurança, sinalização, supervisão e processos administrativos. Apesar da reunião, a SuperVia diz que os problemas continuam e que a suspensão da paralização depende do sindicato.

O sindicato se comprometeu a apresentar um documento relatando os problemas de sinalização nas linhas, para que sejam tomadas providências. A SuperVia disse que vai contratar 20 vigilantes com o objetivo de impedir as ações de vandalismo e vai contratar também 20 oficiais de manutenção para corrigir os defeitos apresentados na estação Central do Brasil. Em setembro deve ser instalado um novo sistema de rádio nas estações.

A SuperVia disse que vai melhorar a parte técnica das composições e se comprometeu ainda a "analisar a possibilidade de acompanhamento" dos depoimentos em casos de acidentes e ocorrências, bem como melhorar o relacionamento entre os maquinistas e a supervisão.


*Com informações da Agência Brasil


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