A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira os secretários de Desenvolvimento Econômico, José Batista Ferrari, e de Governo, Maurício Biazotto, da Prefeitura de Sorocaba, acusados de fazer parte de um esquema de corrupção na concessão de alvarás para postos de combustíveis. Também foram presos o engenheiro Jefferson Tadeu Palanzan Ayres, funcionário da Secretaria de Habitação, e Valéria Cavaler, mulher de Biazotto.

Eles tiveram a prisão temporária decretada por cinco dias e passaram o dia prestando depoimento na Delegacia Antissequestro (DAS) de Sorocaba.

A ação faz parte da "Operação Pandora", desencadeada pela Polícia Civil para investigar esquemas de corrupção envolvendo agentes políticos. A operação já havia resultado na prisão da então presidente da sede regional do Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo (Sincopetro) em Sorocaba, Ivanilde Vieira Serebrenic. Ela é acusada de ter cobrado propina de R$ 500 mil para obter, junto à Prefeitura de Sorocaba, alvará para a instalação de um posto num hipermercado da cidade.

Ivanilde, que ficou três dias presa, citou os nomes dos secretários como envolvidos no esquema. Biazotto licenciou-se do cargo assim que soube da denúncia, mas Ferrari permanecia como secretário. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) decidiu, então, afastá-lo do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico. Lippi disse, no entanto, que os secretários somente serão exonerados quando a denúncia ficar comprovada.  

Ferrari foi preso em seu escritório particular. Biazotto e sua mulher foram presos em casa, num condomínio da cidade. Valéria era secretária de Ivanilde. Os policiais foram até a prefeitura para prender o engenheiro Ayres. Advogados tentavam a libertação dos acusados no início da noite.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura, o prefeito Vitor Lippi (PSDB) mandou abrir sindicância para apurar as responsabilidades dos agentes públicos. Em agosto deste ano, outro secretário da prefeitura, Januário Renna, foi preso em flagrante num motel, na companhia de três adolescentes. Ele continua na prisão à espera de julgamento.

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