Secretários deixam governo para ajudar Alckmin em São Paulo

SÃO PAULO ¿ Sete secretários de Estado foram exonerados nesta quinta-feira pelo governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato à Presidência pelo PSDB. Além do secretário de Desenvolvimento e pré-candidato tucano à sucessão de Serra, Geraldo Alckmin, outros quatro secretários desfalcam a equipe do vice-governador Alberto Goldman (PSDB), que assume o governo na próxima terça-feira, para reforçar a campanha tucana. Os secretários de Turismo e de Desenvolvimento Social também pediram exoneração e devem disputar as eleições em outubro.

Nara Alves, iG São Paulo |

O ex-secretário de Gestão Pública Sidney Beraldo é o mais cotado para assumir o comando da campanha. O ex-secretário de Relações Institucionais José Henrique Reis Lobo, que já atua na coordenação, tem a tarefa de integrar as ações de Serra e Alckmin durante as eleições. O ex-secretário da Casa Civil Aloysio Nunes reforça o time ao disputar uma vaga no Senado. Também nesta quinta, Guilherme Afif Domingos (DEM) deixou o cargo de secretário do Emprego e Relações de Trabalho para concorrer a vice na chapa de Alckmin.

Segundo o presidente do diretório paulista do PSDB, deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, o partido define as alianças das campanhas majoritárias (presidência, governo e Senado) até o dia 15 de abril. O lançamento oficial da candidatura Alckmin ainda não tem data definida, mas deve acontecer até o fim deste mês. Até o momento, em torno de Alckmin devem marchar o DEM, o PMDB e o PPS. A aliança com o PTB também é negociada e depende de Romeu Tuma, que deseja concorrer ao Senado. Como cada chapa deve indicar apenas dois candidatos ao Senado, há muita disputa pelas vagas. Fora Aloysio e Tuma, correm por fora Orestes Quércia (PMDB) e Soninha (PPS).

No PSDB, o nome de Aloysio Nunes, que abriu mão de disputar internamente a candidatura ao governo com Geraldo Alckmin, é dado como certo na corrida ao Senado. O deputado federal José Aníbal, ex-presidente da legenda, afirma nesta quarta-feira ser postulante ao Senado pelo PSDB de São Paulo. O impasse poderia resultar na necessidade de prévias. Segundo Mendes Thame, no entanto, o partido tende a dialogar. Eu não acredito que faremos prévias porque não é tradição no partido. A tradição é fazermos um acordo e já está havendo uma tratativa. Eu também sou pretendente ao Senado, mas prezo pelo acerto, diz.

Mais do que ajudar na campanha de Alckmin, os candidatos tucanos visualizam a corrida nacional. Nosso pensamento é que o partido entre unido, inclusive entre os aliados, com a força máxima para ganhar as próximas eleições. Não só para ganhar as eleições para o governo do Estado de São Paulo, mas ajudar a oferecer uma grande vantagem para o candidato Serra nas eleições presidenciais, afirma Mendes Thame.

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