RIO DE JANEIRO ¿ O secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, presta depoimento nesta sexta-feira na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) sobre a morte do diretor do presídio Bangu 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço.

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Lourenço foi assassinado no último dia 16, quando trafegava pela Avenida Brasil em direção ao trabalho. Após ser abordado por bandidos que estavam em dois carros, o veículo do tenente-coronel foi atingido por mais de 60 disparos. Na hora do crime, o diretor dirigia sem escolta.

Na audiência desta sexta-feira, as comissões de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj pretendem apurar as denúncias feitas, na semana passada, pelo ex-subsecretário adjunto de Unidades Prisionais do estado, coronel Francisco Spargoli Rocha. Segundo ele, não há agentes penitenciários suficientes para a segurança dos diretores de presídios no Rio.

Os presidentes das duas comissões, os deputados Alessandro Molon (PT) e Wagner Montes (PDT), investigam quais foram as circunstâncias do assassinato do diretor do presídio Bangu 3.

Vamos questionar o secretário para que ele nos diga como o governo estadual pretende resolver os problemas que envolvem a segurança dos diretores de presídios. Queremos também um levantamento do número de agentes mortos em função do serviço, além de discutir que medidas de segurança serão tomadas para defender a vida dos profissionais e evitar que casos como o de Bangu 3 voltem a acontecer, comentou o deputado Molon.

AE

Carro do tenente-coronel foi alvejado com cerca de 60 tiros, segundo a perícia

Fuga de Bangu 8

Na mesma audiência, o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro, Francisco Rodrigues, irá entregar um relatório sobre as penitenciárias de segurança máxima do Estado. Nesta análise, o sindicato aponta falhas graves quanto à segurança e equipamentos dos presídios cariocas.

Na última segunda-feira, o ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Ricardo Batman, fugiu do presídio de Bangu 8. A fuga só foi notada na manhã de terça-feira, 24 horas depois, durante a contagem dos presos.

O ex-PM é tido como o principal matador da milícia, chefiada pelo vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, e seu irmão, o deputado estadual Natalino Guimarães. Os dois também estão presos em Bangu 8.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Batman saiu pela porta da frente do presídio escoltado por dois homens com uniformes do Grupo de Intervenções Táticas (GIT). O detento deixou Bangu 8 em um Palio branco porque seria levado a um oftamologista no Hospital Central Penitenciário, também no Complexo de Gericinó.

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