Secretário Nacional critica ação da polícia no caso Eloá

O Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, afirmou hoje que houve erros flagrantes na condução das negociações no caso que culminou na morte da adolescente Eloá Pimentel, de 15 anos, em Santo André, no ABC paulista. A reintrodução de uma das vítimas no local de seqüestro, que pelo padrão internacional de polícia, é inadmissível.

Agência Estado |

Tivemos uma tentativa de invasão que demorou alguns segundos e que ela deveria ter sido múltipla. No mínimo ter alguém entrando pela janela. Pelas cenas que tivemos nos vídeos, tivemos dificuldade de mobilização do criminoso e há técnicas internacionais de ter três a quatro policiais se mobilizando imediatamente", disse.

Para ele, o caso é "é um exemplo para que a polícia brasileira faça uma revisão na maneira que realiza suas operações e passe a capacitar melhor seus agentes, sobretudo, em casos de negociações que envolvam reféns". "É preciso aprofundar as técnicas para atuação de seqüestro", afirmou ele, durante visita ao Estado do Piauí, a convite do Secretário Estadual de Segurança Pública, o delegado federal Robert Rios Magalhães, para inauguração de uma Central Única de Flagrantes.

Balestreri afirmou que houve erros graves na negociação das vítimas que acabaram levando à morte da estudante Eloá. Segundo ele, houve momento de muito stress. "Depois de cem horas todo mundo está estressado", afirmou. "A gente percebe que esse tipo de evento está mal coberto no Brasil do ponto de vista técnico. O episódio é dramático, mas nos alerta para que no futuro outras possibilidades iguais sejam trabalhadas de forma diferente." Ele considera que houve excesso de entusiasmo na negociação e, por isso, passaram dos limites.

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