O delegado da Polícia Federal e secretário de Segurança Pública do Amapá, Aldo Alves Ferreira, e o ex-superintendente da Polícia Federal no Amapá, Néder Duarte, são acusados de improbidade administrativa por terem arquitetado a ocultação de crimes praticados no âmbito da Superintendência de Polícia Federal no Amapá e em sindicância administrativa. Em 2005, durante um processo de sindicância instaurado na Superintendência Regional da Polícia Federal no Amapá, que tinha como objetivo apurar a suposta subtração de materiais do interior da superintendência, Néder Duarte teria feito declarações falsas, com o intuito de beneficiar o servidor público Francisco Raimundo, segundo o Ministério Público Federal.

O então corregedor regional da Polícia Federal no Amapá, delegado Aldo Alves Ferreira, mesmo ciente da falsidade das declarações de Néder Duarte, requereu o arquivamento da sindicância, inclusive ignorando o parecer da coordenadora de Disciplina, que solicitava o prosseguimento das investigações.

A Corregedoria-Geral da PF determinou a abertura de procedimento administrativo disciplinar e a instauração de inquérito policial. A ação do MPF, que entendeu que as condutas do réus importam em ato de improbidade administrativa, requereu as penalidades da Lei nº 8.429/92, que prevê a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa.

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