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Após três horas de reunião com secretários da Saúde de vários Estados, no Rio de Janeiro, o titular da pasta no Rio Grande do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, Osmar Terra, anunciou ontem a proposta de criação de uma Força Nacional de Saúde, nos moldes da Força Nacional de Segurança, que atuaria no combate de epidemias como a de dengue, que já matou pelo menos 67 pessoas no Rio. Somente a partir de domingo ou segunda-feira, porém, começarão a chegar pediatras de outros Estados para atuar no atendimento da população fluminense.

“Mais de cem estão garantidos”, disse Terra. “Não houve qualquer receio ou vergonha de pedir ajuda. Estamos no meio de uma epidemia com crianças morrendo, aceitando qualquer ajuda”, declarou o secretário do Rio, Sérgio Côrtes.

O prefeito Cesar Maia (DEM) ironizou a medida judicial que determina o atendimento 24 horas nos postos do município. “Se as matérias dizem que faltam profissionais de saúde e até autoridades falam em contratar em outros Estados e até países, os postos vão funcionar com quem?”, escreveu. “Supondo que os postos operem funcionando 40 horas por semana, para funcionarem 24 horas por dia, 7 dias por semana, teriam que trabalhar 168 horas. Ou seja, teriam que mais que quadruplicar o número de médicos. E por que a pressão sobre a questão básica de falta de leitos não se dirige aos hospitais federais fechados?”

Na capital, foram confirmados 1.261 casos de anteontem para ontem - no total, são 37.908. São 44 mortos no município. Os hospitais de campanha das Forças Armadas tiveram mais um dia de sobrecarga. Para piorar, pacientes que procuravam o ponto de triagem da Aeronáutica foram furtados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE