BRASÍLIA - O secretário municipal de saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, divulgou nota oficial para esclarecer as denúncias do travesti Marcelly Malta, de que foi agredido dentro de um Posto de Atendimento Médico (PAM), nesta quinta-feira, por seguranças.

De acordo com a nota, os agressores já foram identificados e providências administrativas estão sendo tomadas. Marcelly, que é auxiliar administrativo em outro PAM, disse que foi agredido depois de discutir com os seguranças sobre sua identificação, ao sair de um setor restrito do posto.

Segundo Marcelly, o exame de corpo de delito comprova que ele teve três costelas luxadas e lesões na faringe, que teriam sido provocados por chutes e esganaduras.

A nota do secretário não faz menção direta ao que teria provocado a agressão e diz que é necessário afirmar que não existe qualquer tipo de argumento que justifique a violência sofrida pela sra. Marcelly Malta (sic). Mas a assessoria de imprensa da secretaria informou que há uma outra versão, que conta com testemunhas, segundo a qual o travesti não teria sido espancado e teria se jogado no chão ao ser impedido de entrar no posto médico.

O secretário de saúde ressalta na nota que os seguranças agressores não são funcionários do município e fazem parte de uma empresa terceirizada chamada Grupo Reação.

O grupo já foi condenado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, por formação de cartel com outra empresa de segurança do Rio Grande do Sul e fraude em licitações públicas.

Sobre isso a assessoria de imprensa da secretaria informou que nenhuma medida administrativa contra a empresa foi tomada, porque a secretaria não foi notificada sobre a decisão.

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