Secretário da Casa Civil e assessor de Dias podem depor

O governo decidiu entregar a cabeça do secretário de Controle Interno do Palácio do Planalto, José Aparecido Nunes Pires, e deu o sinal verde para a sua convocação pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos. José Aparecido teria sido o responsável pelo envio para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), de arquivo eletrônico com cópia da planilha elaborada no Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth.

Agência Estado |

A convocação de José Aparecido e André Fernandes deverá ser aprovada na terça-feira, em reunião da comissão de inquérito.

Ao mesmo tempo, a oposição vai tentar aprovar uma nova convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, desta vez na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "Foi cometido um crime de abuso de poder e a ministra não falou a verdade ao dizer que não tinha dossiê", argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Pelos seus cálculos, os oposicionistas têm chances de conseguir aprovar a convocação de Dilma na CCJ, caso obtenham os votos dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM).

"Aí ganhamos por um voto", prevê o tucano. A CCJ do Senado tem 23 titulares 23 suplentes, com uma divisão de forças equilibrada. Já na CPI dos Cartões, a oposição é minoria e, por duas vezes, foi derrotada na tentativa de aprovar a convocação de Dilma Rousseff. "Na CPI dos Cartões é muito difícil aprovar a convocação da ministra Dilma", admitiu hoje a presidente da comissão de inquérito, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

Escalado pelo governo para apresentar requerimento de convocação de André Fernandes, o senador João Pedro (PT-AM) defendeu a ida de José Aparecido à CPI dos Cartões Corporativos. "Precisamos ouvir os dois", disse. Ele quer também que o senador Álvaro Dias explique sua participação no eventual vazamento do suposto dossiê com gastos do ex-presidente FHC. João Pedro não descartou, inclusive, que o senador tucano tenha "manipulado" os dados para forjar o dossiê.

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