Secretário cobra ação do governo federal no Rio

A onda de violência no Rio trouxe de volta a discussão sobre a política de segurança pública do governo federal. Depois da guerra entre facções que causou a morte de 25 pessoas, entre as quais três policiais militares, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, cobrou uma ação mais eficaz da União no combate ao crime organizado.

Agência Estado |

O ministro da Justiça, Tarso Genro, rejeitou as críticas e defendeu as iniciativas federais nesta área.

Na noite de segunda-feira, em encontro com um grupo de cariocas que discute soluções para a cidade semanalmente, Beltrame disse que a polícia fluminense faz o papel que caberia à Polícia Federal, de combate ao tráfico de drogas.

Beltrame reuniu-se com 80 profissionais de várias áreas em Ipanema, zona sul do Rio. "O Rio precisa que o governo federal assuma plenamente a responsabilidade legal de combate à droga. Se não assume, nós assumimos. Tudo bem. Vamos fazer. Estamos fazendo. Mas Polícia Estadual é responsável por prevenção e investigação. Por encontrar e entregar o criminoso à Justiça. Tráfico de drogas é com a Polícia Federal. Infelizmente, no Rio não é. A Secretaria de Segurança faz as duas coisas aqui. Ou melhor: faz as três. A saber: a polícia de prevenção e de investigação, a polícia de combate ao tráfico de drogas, e a polícia de proximidade, de reconquista dos territórios", disse.

11 de Setembro

Ao comentar os episódios do fim de semana, em que um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado por traficantes, o secretário de Segurança citou o ataque às torres gêmeas em Nova York, em 2001. "O que eu queria mesmo é que entendêssemos a queda do helicóptero no último dia 17 como sendo nosso 11 de setembro. E a partir daí houvesse política de segurança, não de governos, mas de Estado. Não de um, mas de todos. Sociedade também." As declarações do secretário foram reproduzidas hoje no blog do jornalista Ricardo Noblat.

O excesso de burocracia foi outra reclamação do secretário Beltrame. O secretário disse também que, de cada 10 presos no Rio, oito são reincidentes.

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