Secretário acusado de vazar dossiê deixa Casa Civil

O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes, entregou no início da noite de hoje a sua carta de demissão. O pedido de exoneração deve ser publicado amanhã, no Diário Oficial.

Agência Estado |

A Casa Civil encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) o pedido de exoneração com o ato de reintegração do funcionário ao órgão de origem, o próprio TCU. Ele é apontado como peça-chave na montagem e vazamento do suposto dossiê com despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Aparecido passou o dia de hoje sumido. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões não conseguiu entregar o ofício com sua convocação. No início da noite seu novo advogado, Maximiliano Telesca, entrou em contato com a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), para avisar que seu cliente irá depor na Polícia Federal amanhã ou sexta-feira. Com receio das revelações de Aparecido sobre a montagem do dossiê na Casa Civil, os aliados exigiram que, antes do ex-secretário do Planalto depor à CPI, ter cópia de seu depoimento à Polícia Federal. Dessa forma, a base governista quer evitar ser surpreendida com o teor do depoimento de Aparecido.

Hoje, num sinal de que não pretende falar e que sua exoneração pode ser um movimento sincronizado com o Planalto, Aparecido entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de habeas-corpus para poder ficar calado em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos, marcado para a próxima terça-feira. No habeas-corpus, ele pede ainda que tenha assegurado o direito de não ser preso em flagrante pelo crime de desobediência, que não precise assinar termo de compromisso na comissão e que possa deixar de responder perguntas. O pedido será julgado pelo ministro Carlos Ayres Britto.

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