SÃO PAULO - Pelo menos seis alunos apontados pela Secretaria de Educação como responsáveis pelo quebra-quebra de quarta-feira na Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, zona leste de São Paulo, vão ser transferidos. A direção identificou outros envolvidos na confusão, mas a secretaria optou por não informar o total de estudantes que serão encaminhados a outros colégios porque os pais ainda não haviam sido comunicados.

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O gasto para recuperar a escola será de R$ 180 mil. O local receberá novos móveis no lugar dos depredados e dos mais antigos.

A Polícia Militar instaurou inquérito para investigar as denúncias de que estudantes teriam sido agredidos pelos soldados que foram conter o vandalismo. Alguns alunos afirmam que foram trancados em salas pelos policiais e apanharam. Segundo eles, os PMs estavam sem identificação. Quatro alunos feridos registraram ocorrência. Não deixavam a gente falar. Chegaram batendo, contou T., de 13 anos.

AE

Escola estadual teve diversos vidros quebrados e portas arrombadas



Quinze dias antes da confusão, a diretora Maria Regina de Negreiros pediu ajuda à Vara da Infância e Juventude para tentar resolver problemas de indisciplina, agressões e invasão da unidade. Ela também acionou o Conselho Tutelar nesta semana. Segundo a promotora Luciana Bergamo, Maria Regina entrou em contato com o Ministério Público no fim de outubro, cerca de um mês após assumir a direção.

Na semana passada, ela mostrou fotos de alunos no telhado e de luminárias, janelas e carteiras destruídas. Na segunda-feira, quando houve mais uma depredação, a diretora procurou novamente o MP. Luciana soube que já havia um BO por danos ao patrimônio, de agosto. Cinco jovens envolvidos no episódio foram ouvidos por ela.

O caso

Os alunos da Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, zona leste de São Paulo, depredaram nesta quarta-feira o colégio aos gritos. O tumulto começou após uma briga entre duas alunas.  

Os professores não conseguiram controlar a situação. Pedras e carteiras foram arremessadas nos vidros, portas arrombadas, tapas e socos fizeram os professores, acuados, se trancarem dentro de uma sala.

A rebelião só terminou por volta das 12 horas com a entrada da Polícia Militar, acionada por vizinhos e funcionários da unidade.

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