Secretaria do Rio investiga vídeo de líder da milícia

A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio investiga a origem dos quatro vídeos postados no sábado no site YouTube com uma espécie de entrevista do ex-policial militar Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman. Acusado de liderar o braço armado da milícia Liga da Justiça, ele fugiu de Bangu 8 pela porta da frente, há cinco meses.

Agência Estado |

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, pediu que o Setor de Inteligência entre em contato com o provedor do site para tentar descobrir o IP do computador de onde os vídeos foram postados.

Suspeita-se que um advogado de Batman, que não aparece diante da câmera, tenha lido as perguntas. As respostas, por sua vez, parecem ensaiadas. Em pouco mais de 12 minutos, Batman acusa policiais de corrupção e diz ter dado R$ 50 mil para não ser preso novamente. Mas nega ter pago R$ 2 milhões para escapar de Bangu - alega falha da segurança - e estar por trás da recente série de assassinatos na zona oeste do Rio. O secretário Beltrame viu os vídeos, identificou contradições e reiterou que a polícia deve à sociedade a prisão de Batman.

O deputado estadual Marcelo Freixo, que presidiu a CPI das Milícias, classificou os vídeos como afronta e cobrou a ação das autoridades. Hoje ele leva cópia do relatório da CPI ao novo procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Soares Lopes. Um policial que investiga as ações de Batman informou à reportagem que algumas declarações são verdadeiras, como o fato de ele ter pago propina para não ser recapturado, no mês passado. O valor, no entanto, ultrapassaria os R$ 50 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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