Secretaria de SP responde a HRW que letalidade policial no estado caiu 50%

São Paulo, 9 dez (EFE).- As autoridades de São Paulo disseram hoje que o índice de vítimas fatais feitas por policiais em serviço caiu 50% no estado desde 2003, em resposta à denúncia feita pela organização Human Rights Watch (HRW) sobre o alarmante número de mortos em consequência da violência policial no Brasil.

EFE |

"É estranho que o relatório não tenha sido capaz de constatar que a letalidade policial em São Paulo caiu cerca de 50% de 2003 até agora", aponta um comunicado da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O documento, que destaca que "São Paulo trabalha firmemente para reduzir a letalidade policial", aponta que, em 2003, "791 civis morreram em enfrentamentos com policiais", enquanto que, "desde 2007, registra uma média de 400 resistências seguidas de morte por ano".

A ONG apresentou ontem, no Rio de Janeiro, um relatório no qual denunciou que a Polícia das duas principais cidades do país matou 11 mil pessoas nos últimos cinco anos e a grande maioria dos oficiais ficou impune.

A HRW assegurou que encontrou provas de que os agentes tinham cometido execuções sumárias, incluindo tiros à queima-roupa ou na nuca dos suspeitos, em casos que costumam alegar ter atuado por legítima defesa.

O documento dá o exemplo de que a Polícia do Rio de Janeiro mata um suspeito por cada 23 detenções, enquanto nos EUA esse número é de uma vítima fatal por cada 37.751.

A Secretaria alegou que está "adotando uma série de políticas de controle e orientação aos agentes que apresentou resultados positivos", como técnicas de tiro para a preservação da vida ou o controle diário dos disparos com armas de fogo.

O escritório do Governo do estado afirmou que São Paulo tem 41 milhões de habitantes e que a taxa de homicídios caiu 70% na última década, para 10,8 por cada 100 mil pessoas por ano, "uma das menores do país".

As autoridades também criticaram o fato de que os números do Rio de Janeiro e de São Paulo sejam somados, além de serem feitas comparações com Nova York, "que pouco têm a ver com a realidade brasileira".

Também criticaram o fato de que não tenha sido considerado que, "no mesmo período da análise, de 2003 a setembro de 2009, 3.362 policiais foram feridos em serviço e 204 mortos".

"O relatório omite que a própria Polícia foi capaz de investigar, apreender, responsabilizar judicialmente e desmantelar grupos de agentes que praticavam homicídios", conclui o documento. EFE az/pd

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