Secretaria de SP questionará Eletropaulo sobre apagões

Após faltar luz ontem à noite na abertura do 3º Congresso Nacional do Judiciário, em São Paulo, o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado, Luiz Antonio Marrey, disse hoje que vai inquirir novamente a Eletropaulo sobre os frequentes apagões que atingem diversos bairros da capital paulista. Um primeiro questionamento foi feito no início do mês, quando grandes áreas da capital ficaram sem energia elétrica por 24 horas.

Agência Estado |

As explicações preliminares da concessionária não convenceram o secretário. Reunidos ontem no Hotel Tivoli Mofarrej, para a abertura do congresso, Marrey, o governador José Serra (PSDB), os presidentes dos 93 Tribunais de Justiça (TJs) do País e o do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, tiveram de lidar com pequenos apagões, até mesmo durante o jantar.

"A falta de eletricidade em bairros diversos da cidade é muito preocupante. A Eletropaulo precisa dar explicações porque é direito do consumidor ter um serviço de qualidade", disse Marrey. O secretário ponderou que, ainda que as fortes chuvas recentes possam justificar alguns acidentes na rede elétrica, a concessionária não tem dado explicações convincentes.

"Sabemos que podem ocorrer acidentes, mas isso não explica a quantidade de vezes que está havendo interrupção de energia elétrica. Há uma sensação de que o serviço não está sendo bem prestado e, portanto, o Procon vai continuar tomando providências", afirmou. "A resposta da Eletropaulo a essa situação tem sido ineficiente, lenta e, inexplicavelmente, inadequada." Marrey também criticou a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, segundo ele, tem sido omissa. "Há um silêncio ensurdecedor da agência."

Histórico

No início do mês, a Fundação Procon-SP e a Secretaria de Justiça deram 30 dias para que cinco concessionárias (Bandeirantes, CPFL Paulista, Eletro, Eletropaulo e Grupo Rede) explicassem o apagão de mais de 24 horas que aconteceu no dia 4 de fevereiro em várias regiões da capital e em cidades do interior.

As empresas alegaram dificuldade de acesso aos locais. Na ocasião, Marrey disse que não tinha ficado satisfeito com as explicações preliminares. Caso o Procon não aceite as justificativas ao fim dos 30 dias, poderá multar as empresas em até R$ 3 milhões. Elas deverão comprovar investimentos e equipes de emergência em número suficiente.

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