RIO DE JANEIRO - Os últimos incidentes envolvendo morte de inocentes em ações da PM anteciparam a decisão de trocar o armamento das Policias Civil e Militar do Rio de Janeiro. Além da medida, Disque Denuncia reforça campanha para ajudar a diminuir o risco de bala perdida na cidade.

A mudança no armamento das Polícias do Rio de Janeiro foi resultado da grande repercussão da morte do menino João Roberto, de 3 anos, e do administrador Luiz Carlos Soares. Eles estavam em carros que foram atingidos por disparos durante abordagens irregulares feitas por policiais que perseguiam bandidos.


Por causa do poder de fogo dos fuzis, não há garantia de que inocentes não sejam atingidos em disparos feitos pelos policiais contra bandidos.

O tiro de um fuzil automático leve tem precisão mortal, de alcance útil, de 600 metros. A arma é usada pelo Exército para combate em guerra. As carabinas ponto 30, que serão usadas pela Polícia Militar do Rio, são letais a 200 metros.

Além da troca de armas, o governo investe na ajuda da população e dos próprios policiais.O programa Desarme bandido pretende recolher fuzis, metralhadoras e submetralhadoras. Para isso, o distribuirá recompensas. O policial que apresentar numa delegacia uma arma desse tipo receberá mil reais. Se a apreensão for motivada por uma informação ao Disque-denúncia, o valor do prêmio é dobrado.

A sociedade civil também é estimulada a colaborar. O denunciante que fizer a ligação receberá mil reais por arma. Os valores serão pagos em cupons que são trocados, por exemplo, por compras em farmácias e supermercados.

Em julho, o Disque-denúncia (253-1177) recebeu mais de 1.300 telefonemas sobre armas. Somente no primeiro semestre do ano, 19 fuzis foram apreendidos.

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