Secretaria de informática assume paternidade de contas do Senado

BRASÍLIA (Reuters) - A Secretaria de Informática do Senado (Prodasen) assumiu na noite desta quarta-feira a paternidade de duas contas bancárias até então desconhecidas e informou que o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), determinou o fechamento das contas. Segundo nota divulgado pelo Prodasen, os recursos das duas contas são provenientes de serviços prestados a outras instituições públicas e estão contabilizados pelo Sistema Integrado de Administração Financeiro do Governo Federal (Siafi) e são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Reuters |

"Ressalte-se que, toda a execução destes recursos, sempre foi feita através de orçamento integrante do Orçamento Geral da União", afirma a nota.

"Por determinação do excelentíssimo presidente do Senado Federal, o saldo destas contas será recolhido à conta única do Tesouro, e as mesmas encerradas."

Elas haviam sido identificadas pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES), presidente da comissão de fiscalização e controle do Senado.

As contas, abrigadas na Caixa Econômica Federal, somam 3,7 milhões de reais.

PROCESSO CONTRA AGACIEL

Também nesta quarta-feira, os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), líder da bancada, e Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, entraram com pedido, na presidência da Casa, para que o ex-diretor-geral Agaciel Maia passe por processo administrativo disciplinar que pode levar à sua demissão.

Agaciel, afastado em março do comando administrativo do Senado após 14 anos no cargo, é apontado como um dos responsáveis pelos atos secretos, utilizados para contratar parentes e elevar salários de servidores sem a devida publicação. Mesmo afastado da direção-geral, ele segue funcionário do Senado.

Na terça-feira, comissão interna do Senado divulgou que foram feitos 663 atos secretos na Casa desde 1995.

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