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A secretária de Transparência do Rio Grande do Sul, Mercedes Rodrigues, deixou o governo Yeda Crusius (PSDB) ontem, antes mesmo de a pasta ser criada oficialmente, e saiu atirando. Percebi que houve uma alteração na intenção governamental de efetivamente implantar uma Secretaria da Transparência.

Tamanha delonga denota, para qualquer pessoa, que não há real intenção de implantação desse órgão", afirmou, ao falar sobre a exoneração.

A criação da pasta e a nomeação de Mercedes Rodrigues foi anunciada por Yeda Crusius no dia 14 de julho como uma das medidas para evitar que novos escândalos como o desvio de R$ 44 milhões do Detran constrangessem o governo. A secretaria tem a missão de cobrar dos gestores de todas as áreas a correção de falhas ou ilegalidades apontadas pela Contadoria e Auditoria Geral do Estado (Cage) e órgãos de fiscalização. O projeto de criação chegou a ser enviado para a Assembléia Legislativa, mas foi retirado para ajustes. A demora para o reenvio frustrou Mercedes, que vinha trabalhando provisoriamente com apenas dois assessores.

O governo do Estado comentou o assunto em nota pública, na qual reiterou o "compromisso inafastável" de criar a secretaria. O texto também ressalvou que o projeto está sendo aperfeiçoado por sugestões e que a estruturação do novo órgão deve ser compatível com o momento e a política do governo do Estado, de gestão austera das contas públicas. A saída de Mercedes vai mexer também em outra pasta. O secretário do Meio Ambiente, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, será transferido para a Transparência e substituído pelo seu adjunto, Francisco Simões Pires.