Secretaria da Saúde de SP vai investigar morte por Prexige

A Secretaria de Estado da Saúde vai investigar a morte de um usuário do antiinflamatório Prexige. Na madrugada de ontem, Pedro Cândido da Silva, 64 anos, morreu de hemorragia gastrointestinal, 11 dias após ter tomado o remédio.

Agência Estado |

O medicamento, top de linha no Brasil, está proibido de ser comercializado nas farmácias paulistas desde a última sexta-feira. Foi o acúmulo de 609 reações adversas - 147 graves - que culminou na proibição da medicação. O caso de Silva é o primeiro óbito investigado em São Paulo.

A Novartis, laboratório fabricante do Prexige, informou que não foi comunicada oficialmente sobre o caso. De acordo com o diretor médico da farmacêutica, André Feher, desde que o produto chegou ao mercado, em junho de 2005, já foram relatadas sete mortes de pacientes brasileiros que eram usuários do medicamento. O caso de Silva seria o oitavo registro no País. “Todos os casos anteriores foram investigados. Em nenhum foi constatada qualquer relação da causa do óbito com o uso do medicamento”, afirmou.

“A partir do momento em que formos notificados sobre este falecimento, nossa equipe de farmacovigilância vai colher as informações até para abastecer o banco de dados mundial”, disse o diretor, ao ressaltar que entre as mortes já apuradas estavam pacientes idosos, enfartados e diabéticos que “utilizavam um ou mais remédios”.

Queda

Pedro Cândido da Silva era morador da Zona Sul da Capital e utilizou o Prexige, após recomendação médica, para amenizar a dor de uma queda. “Meu pai nunca tinha tido nenhum problema grave de saúde, nunca foi para o hospital, não usava outras medicações”, contou a filha Maria de Fátima Silva, 36 anos. No dia 10 de julho, quarto dia do tratamento com o Prexige, o homem foi internado no Hospital Municipal do Campo Limpo, com quadro de hemorragia gastrointestinal. Este é um dos efeitos colaterais previstos na própria bula do medicamento e que, ao lado das hepatites, pancreatite e doenças cardiovasculares, configuram a lista de eventos adversos graves já relatados às autoridades sanitárias.

Segundo a filha de Silva, a suspeita de que ele poderia ser uma das vítimas de reações adversas só surgiu após as reportagens que, desde sexta-feira, informam sobre os riscos atribuídos ao Prexige. “Ainda não entendo como meu pai ficou tão doente, mas tudo fez mais sentido”, falou Fátima. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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