Sabesp anunciou reajuste de 15,24% nesta terça-feira; associação de consumidores diz que aumento é abusivo

A Proteste Associação de Consumidores entrou, nesta terça-feira (5) com um ação civil pública na Justiça contra o reajuste de 15,24% na conta de água de São Paulo, anunciada hoje pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. 

"É pedida liminar com a declaração da abusividade do aumento autorizado e a restituição em dobro de valores eventualmente cobrados dos consumidores nas próximas tarifas", informou a associação em nota, que pede reajuste de 7,78%, a vigorar a partir de junho. 

Hoje:  Sabesp consegue aumento maior, e tarifas subirão 15,24%

Abril:  Sabesp pede reajuste de 22,7% das tarifas de água de São Paulo

Março:  Sabesp considera baixo reajuste de 13,9% na tarifa de água proposto por agência

"Para a Associação, é absurdo ter sido considerada a queda da demanda para a Arsesp [Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo] autorizar o reajuste da tarifa acima da inflação, quando o consumidor foi estimulado a economizar água por conta da grave crise de abastecimento do Estado. Ou incluir o aumento de custo da energia elétrica para justificar além dos 7,78% mais 6,9154% para revisão tarifária extraordinária. Afinal, o consumidor já está pagando mais também na conta de luz", afirma a Proteste, em nota.

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A Proteste pede que não seja aplicada o índice de reposicionamento tarifário de 6,915% e que se mantenha apenas o reajuste referente à tarifa atual e a revisão de 7,78%. 

Em abril, a Sabesp propôs reajuste de 22,7% alegando que o índice de inflação era insuficiente para repor perdas da crise hídrica a partir de 2013. A proposta não foi aceita pela Arsesp, que inicialmente, autorizou aumento de 13,8%. A Sabesp pediu mais. O último reajuste na conta, de 6,5%, ocorreu em dezembro. Desde então, a inflação acumulada é de 4,63%.

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