Volume total nos reservatórios do sistema permanece estável, em 19,9%, há uma semana; meteorologistas alertam para aumento da crise a partir dos próximos meses, de estiagem

As fortes chuvas que atingiram todo o Estado de São Paulo nos últimos dias não refletiram no aumento do nível do Sistema Cantareira, que permanece estável há uma semana, desde o último sábado (11), em 19,9%.

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O nível é mais alto do que o registrado no início de abril, no qual, até este sábado (19), havia chovido apenas 15,7 mm dos 89,8 mm esperados para o mês. De acordo com dados da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo, de uma semana para cá só houve registro de chuvas na região em dois dias – quinta (16) e sexta-feira (17) –, com 3,9 mm e 0,6 mm de precipitação, respectivamente. 

A situação é melhor em outros sistemas, alguns deles suprindo as necessidades da população que, até o aprofundamento da crise, eram atendidas pelo Cantareira.

O Guarapiranga, por exemplo, operava neste sábado (18) com 83,2% de sua capacidade, alta de 0,1% em relação à véspera; o Sistema Rio Claro, com 45,1%, elevação de 0,1%; o Alto Tietê, com 22,2%, alta de 0,1%; e o Alto Cotia, com 65%, com aumento de nível de 0,2%. O Sistema Rio Grande permaneceu estável nas últimas 24 horas, 96,3%.

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Devido à crise de abastecimento, a Sabesp passou a reduzir gradativamente as áreas atendidas pelo Cantareira. O sistema, que fornecia o recurso a cerca de 9 milhões de pessoas, passou a fornecer água apenas para 5,4 milhões. 

A medida mais recente do governo paulista foi incluir o Sistema Rio Grande no abastecimento da capital do Estado. Segundo o anúncio feito no início desta semana, o manancial passou a atender bairros da zona sul, antes abastecidos pela Represa do Guarapiranga – que agora fornece água a 250 mil pessoas da região do Cantareira.

* Com Agência Brasil

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