O sindicato também se comprometeu a não entrar em greve até que Justiça trabalhista analise pedido de reintegração dos demitidos; neste ano, foram demitidos 400 empregados

Agência Brasil

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) se comprometeu a não demitir mais nenhum funcionário até que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) analise o pedido liminar de reintegração dos demitidos, feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). O sindicato se comprometeu a não entrar em greve, segundo informações do TRT-2 divulgadas nesta (16) após a audiência de conciliação entre as partes. 

O Sintaema entrou com ação cautelar e dissídio coletivo de greve no tribunal em 12 de março por causa dos cortes realizados pela Sabesp, que caracterizaria “dispensa em massa”, segundo o presidente do sindicato, Renê Vicente. A entidade fez o pedido para que os trabalhadores dispensados fossem reintegrados de forma imediata, sob risco de se deflagrar uma greve a partir do dia 19.

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A companhia alegou, segundo relatório do tribunal, que os desligamentos têm respaldo em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado anteriormente com o Ministério Público, que prevê a dispensa de pessoas já aposentadas.

De janeiro a fevereiro foram demitidos cerca de 400 trabalhadores e, em março, já estariam agendadas 160 homologações, de acordo com o sindicato.

Não houve acordo em mesa e, por isso, o desembargador sugeriu que a Sabesp não faça outros desligamentos e que o sindicato não entre em greve até que o pedido de reintegração seja analisado pela relatora do processo, a desembargadora Ivani Contini Bramante, o que deve acontecer na próxima semana. Até a publicação desta reportagem, a Sabesp não havia se posicionado sobre o assunto.

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