Posição do órgão vai "na mesma perspectiva" da decisão que obrigou manutenção de 10% do volume útil do reservatório

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, disse ser favorável ao estabelecimento de um nível de segurança  mínimo a partir do qual não seja possível extrair mais água do sistema Cantareira.

Veja também:

- Justiça limita retirada de água do sistema Cantareira

- Veja situação atual dos reservatórios da Grande São Paulo

A Justiça Federal já havia estabelecido, em liminar (decisão provisória) divulgada nesta semana, que o Cantareira deve chegar ao fim de abril com no mínimo 10% de seu volume útil, descontados os volumes mortos (abaixo do nível mínimo de captação). Para tanto, determinou que a ANA e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE)  estipulem semanalmente metas de restrição para permitir a recomposição dos níveis dos reservatórios.

Guilllo afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão, mas que a interpretação da ANA vai "na mesma perspectiva do que foi divulgado". O diretor-geral da ANA não deixou claro, porém, se acredita que os 10% são o índice mínimo adequado.

Nesta sexta-feira (6), o sistema Cantareira operava com  -17,5% de seu volume útil, o que significa que em pouco menos de um mês o reservatório teria de ganhar 27,5 pontos percentuais. Na metodologia do governo, que leva em conta duas cotas de volume morto, o Cantariera teria de subir dos atuais 11,7% para 39,2%. A Sabesp diz que é impossível.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.