Para repor a primeira cota do volume morto, que começou a ser utilizada em maio do ano passado, a capacidade precisa subir de 11,7% para 29,2%

Agência Brasil

O nível do sistema Cantareira, o principal manancial de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, recebeu mais 2,4 milímetros (mm) de chuva. O volume ainda é insuficiente para elevar a quantidade de água armazenada. Desde o último dia 2, esse sistema opera com 11,7% de sua capacidade total, segundo a medição diária feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Infográfico: veja a situação atual dos reservatórios de água de São Paulo

O acumulado de chuva este mês no Cantareira está em 6,1 mm e a média histórica prevista para março é 178 mm. Para repor o volume da primeira cota da reserva técnica, que começou a ser utilizada em maio do ano passado, a capacidade deveria subir de 11,7% para 29,2%.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), as áreas de instabilidade no Sudeste devem provocar precipitações isoladas. As chuvas poderão ter forte intensidade amanhã (7) sobre o sul de Minas Gerais, onde se localizam nascentes importantes que alimentam o Cantareira.

Dos seis mananciais administrados pela Sabesp, três apresentaram queda no volume de água. No sistema Alto Tietê, o nível passou de 18,9% para 18,7%; no Guarapiranga, de 63% para 62,9%; e no Rio Grande, de 85,4% para 85,2%. Nos dois restantes foram registradas elevações: o nível do Alto Cotia passou de 40,7% para 40,9% e o Rio Claro, de 38,5% para 38,6%.


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