Ato da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior reuniu cerca de 1,5 mil manifestantes, segundo a PM

Agência Brasil

Membros da União dos Movimentos por Moradia, acampados em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, desmontaram as barracas e liberaram o local. A decisão foi tomada depois de uma comissão, com seis integrantes, ser recebida por representantes do governo. Uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 17.

Segundo uma das coordenadoras do ato, Evaniza Rodrigues, a Casa Civil será a intermediária entre o movimento e o governador Geraldo Alckmin, que deve receber a comissão na segunda semana de abril. “Queremos conversar com o governador sobre programas e projetos habitacionais e soluções para a crise hídrica que o estado enfrenta. Se a agenda não for cumprida, voltaremos a nos manifestar”.

Ato da União dos Movimentos por Moradia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, nesta quarta
Flávia Silva/Futura Press
Ato da União dos Movimentos por Moradia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, nesta quarta


Antes de irem ao Palácio, na manhã de hoje (4), pelo menos 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar, se concentraram no Parque do Povo de onde caminhou até a sede do governo paulista. Lá entregaram cópias de um documento destinado ao governador Geraldo Alckmin, à Secretaria de Habitação, à Casa Paulista e à Companhia de Desenvolvimento e Habitação Urbana.

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Entre as reivindicações contidas no documento estão a criação de um fundo e um conselho estadual de habitação, que reforce o protagonismo do movimento no setor; a criação do sistema estadual das cidades, elaboração de novos programas e projetos habitacionais; solução de processos antigos, trabalho de pós-ocupação com mutuários e a revisão de critérios de financiamento da companhia de habitação.

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A intenção do grupo, a exemplo do ocorrido na semana passada, era se encontrar com representantes do governo, o que ocorreu, por volta das 14h. O objetivo da audiência com representantes foi discutir programas e projetos habitacionas e soluções para a crise hídrica pela qual passa São Paulo.

Barracas foram armadas e foi preparado um almoço coletivo. Segundo uma das coordenadoras do ato, Evaniza Rodrigues, os manifestantes permanecerão acampados até o fim da reunião com o governo.

* Com Agência Brasil

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