Após MTST, mais um grupo sem-teto é recebido por governo para falar sobre seca

Por Agência Brasil * | - Atualizada às

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Ato da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior reuniu cerca de 1,5 mil manifestantes, segundo a PM

Agência Brasil

Membros da União dos Movimentos por Moradia, acampados em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, desmontaram as barracas e liberaram o local. A decisão foi tomada depois de uma comissão, com seis integrantes, ser recebida por representantes do governo. Uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 17.

Segundo uma das coordenadoras do ato, Evaniza Rodrigues, a Casa Civil será a intermediária entre o movimento e o governador Geraldo Alckmin, que deve receber a comissão na segunda semana de abril. “Queremos conversar com o governador sobre programas e projetos habitacionais e soluções para a crise hídrica que o estado enfrenta. Se a agenda não for cumprida, voltaremos a nos manifestar”.

Ato da União dos Movimentos por Moradia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, nesta quarta
Flávia Silva/Futura Press
Ato da União dos Movimentos por Moradia em frente ao Palácio dos Bandeirantes, nesta quarta


Antes de irem ao Palácio, na manhã de hoje (4), pelo menos 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar, se concentraram no Parque do Povo de onde caminhou até a sede do governo paulista. Lá entregaram cópias de um documento destinado ao governador Geraldo Alckmin, à Secretaria de Habitação, à Casa Paulista e à Companhia de Desenvolvimento e Habitação Urbana.

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Entre as reivindicações contidas no documento estão a criação de um fundo e um conselho estadual de habitação, que reforce o protagonismo do movimento no setor; a criação do sistema estadual das cidades, elaboração de novos programas e projetos habitacionais; solução de processos antigos, trabalho de pós-ocupação com mutuários e a revisão de critérios de financiamento da companhia de habitação.

Veja a situação crítica dos reservatórios de São Paulo:

Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto 'Banho Coletivo na casa do Alckmin', na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

A intenção do grupo, a exemplo do ocorrido na semana passada, era se encontrar com representantes do governo, o que ocorreu, por volta das 14h. O objetivo da audiência com representantes foi discutir programas e projetos habitacionas e soluções para a crise hídrica pela qual passa São Paulo.

Barracas foram armadas e foi preparado um almoço coletivo. Segundo uma das coordenadoras do ato, Evaniza Rodrigues, os manifestantes permanecerão acampados até o fim da reunião com o governo.

* Com Agência Brasil

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