Segundo diretor metropolitano, se as obras previstas ficarem prontas dentro do prazo, será possível passar o período de estiagem sem medidas mais drásticas

O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, afirmou que enquanto o sistema Cantareira estiver abaixo de 29% - hoje está próximo de 11% - a Região Metropolitana de São Paulo estará vivendo sob uma situação de contingência de água.

Infográfico: veja a situação atual dos reservatórios de água de São Paulo

"Nós estamos ainda com uma situação crítica. Temos que recuperar todo o volume morto da primeira cota, temos que chegar a 28%, 29% para chegar no volume útil. Até lá, estamos trabalhando numa situação de contingência, de grave crise hídrica, afirmou Massato nesta quarta-feira (25), na Câmara Municipal de São Paulo.

Durante a CPI, o presidente da empresa, Jerson Kelman, disse crer que o rodízio não será necessário, mas não descartou a medida.

A crise hídrica levou a Sabesp a implantar, em 2014, um bônus para estimular a redução de consumo e, em 2015, uma sobretaxa para os clientes que aumentarem. Além disso, a empresa tem reduzido a pressão e feito cortes no fornecimento de água para conter o consumo.

Massato afirmou ainda que, se as obras previstas pelo governo Alckmin (PSDB) ficarem prontas dentro do prazo, será possível passar o período de estiagem sem medidas mais drásticas - uma referência indireta à oficialização de um rodízio - sem depender de um cenário de chuvas melhor que o esperado.

Presidente diz acreditar que não haverá rodízio

Presidente da Sabesp, Jerson Kelman afirmou na CPI crer que não será necessário decretar um rodízio oficial.

"A minha percepção é que não será necessário fazer rodízio", disse Kelman. "Se ele vier a se impor, a população será avisada com grande antecedência."

O presidente da companhia condicionou o descarte da medida ao respeito ao cronograma de obras previstas pelo governo do Estado.


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