Programa de bônus da Sabesp economizou quase 100 bilhões de litros de água

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Segundo a Sabesp, nível dos reservatórios que formam o Cantareira passou de 5,9% ontem para 6,1% nesta terça-feira

Agência Brasil


O programa de bônus implantado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em fevereiro de 2014 já contribuiu para uma economia de quase 100 bilhões de litros de água. O volume de água economizado, acumulado no período, representa mais da metade do Sistema Guarapiranga cheio ou aproximadamente um décimo de todo o Cantareira. Os dados foram divulgados pela empresa nessa segunda-feira (9).

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O programa foi implantado primeiro na região do Sistema Cantareira e, a partir de maio, foi expandido para todos os municípios atendidos pela Sabesp na região metropolitana de São Paulo, além de cidades da região de Campinas e Bragança Paulista.

De acordo com dados da Sabesp, a economia foi obtida em janeiro com o apoio de 78% dos clientes, sendo que 53% reduziram o consumo em mais de 20% (faixa de bonificação de 30%), 13% economizaram mas não atingiram o bônus, 7% diminuíram o uso entre 15% e 20% (faixa de bônus de 20%) e 5% tiveram um gasto de água entre 10% e 15% menor e ganharam bônus de 10%.

O cálculo para efeito da comparação da conta é feito em relação à média de consumo dos 12 meses que vão de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

Por outro lado, cerca de 22% dos clientes não reduziram o consumo de água, mas ainda não terão acréscimo na conta, já que a tarifa contingenciada só passou a valer no dia 9 de janeiro e o mês de referência para a sua aplicação é fevereiro. A tarifa contingenciada vai representar um ônus de 20% a 50% sobre a conta de quem aumentar o consumo de água. Ficam fora desse ônus apenas os clientes da tarifa social, que consomem menos de 10 metros cúbicos por mês, além de hospitais e outros equipamentos públicos prioritários.

De acordo com a Sabesp, o nível dos reservatórios que formam o Sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana de São Paulo, passou de 5,9% ontem para 6,1%, com 35,5 milímetros de chuva. O Sistema Alto Tietê opera hoje com 12,7% de sua capacidade (ontem estava com 12,6%) e acumula 1,4 milímetro de chuva. No Alto Cotia, o nível está em 33,3% (ontem era 33,1%), com 7,8 milímetros de chuva.

Os dados mostram ainda que no Guarapiranga o volume passou de 53,4% para 54,3%, registrando 1,6 milímetro de chuva. No Sistema Rio Grande, o nível está em 78,8% hoje, o mesmo registrado ontem e com 3,2 milímetros de chuva. No Rio Claro, estão armazenados 31,3% da capacidade. Ontem, esse número era 31,1%. Não choveu no reservatório.

Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto 'Banho Coletivo na casa do Alckmin', na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis


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