Cinco meses de estiagem, com raras chuvas, estão provocando transtornos em todo norte, noroeste, oeste e sul do Rio Grande do Sul e já levaram 160 das 496 prefeituras do Estado a decretarem situação de emergência. Hoje, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) passou a racionar a distribuição de água para os 96 mil moradores do município de Erechim.

A cidade foi dividida em duas zonas, enquanto uma é abastecida, por períodos de 14 horas, a outra fica sem. Em São Valentim, a barragem que abastece a cidade secou. O abastecimento é feito por caminhões-pipa que buscam água em Erval Grande.

Também hoje, 21 prefeituras da região Celeiro, localizada perto da divisa com Santa Catarina e da fronteira com a Argentina, decidiram suspender seus serviços a partir da semana que vem para não gastar energia elétrica, água e combustível. As aulas serão suspensas, mas os postos de saúde permanecerão abertos.

Um desses municípios é Três Passos, o maior da região, com 24 mil habitantes. O vice-prefeito Elso Severgnini diz que a situação pode não ser desesperadora, mas é dramática. "Falta água para o consumo humano, para a criação de animais e há perdas na lavoura que chegam a 60%", afirmou. Para suprir as necessidades da população, a prefeitura capta água nas poucas fontes que resistiram e leva para as casas em quatro caminhões-pipa. "Estudamos trocar o decreto de situação de emergência por um de calamidade pública", disse. Os prognósticos dos serviços de meteorologia indicam apenas a possibilidade de chuvas fracas e esparsas na primeira quinzena de maio.

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