Seca agrava crise social no Amazonas

Metade dos municípios decretou situação de emergência. Defesa Civil envia alimentos, água e remédio às famílias prejudicadas

Eduardo Asfora, iG Amazonas |

A Defesa Civil do Amazonas informou que falta de chuva agravou a crise social no Estado. Neste final de semana, metade dos municípios do Estado havia decretado estado de emergência. A Defesa Civil continua enviando alimentos, remédios, água e técnicos para as localizadas atingidas pela estiagem, para minorar o sofrimento das famílias atingidas pela estiagem.

Os municípios de Autazes (a 108 km Manaus) e Anoria (a 194 da Capital) são os que decretarem situação de emergência neste final de semana devido à estiagem dos rios. Mais de 44 famílias foram atingidas pela seca no Amazonas. Os relatórios com os problemas nas duas localidades estão posse da Defesa Civil Estadual.

Estado de risco

Estes dois municípios estão monitorados. Também estão em estado de risco: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarini, Beruri e Manacapuru.

Também vivem a mesma situação de risco os municípios de Itacoatiara, Barreirinha, Parintins, Rio Preto da Eva, Iranduba, Anamã e Carauari. A Defesa Civil começou o envio de alimentos, kits de higiene pessoal, medicamentos e água a todas as áreas prejudicadas.

Por conta das dificuldades de acesso a algumas comunidades, vão ser utilizados helicópteros do Exército e embarcações de pequeno porte. Duas bases já foram concluídas: a de Tabatinga, no Alto Solimões e a de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre.

Famílias

Neste fim de semana foram concluídos os trabalhos na base montada em Tefé, para beneficiar 12 mil famílias de sete cidades do Médio Solimões. São Paulo de Olivença, em estado de calamidade pública por causa da seca e do deslizamento de terras que afetou cerca de 440 famílias, recebe esquema especial para evitar novos desastres.

“As medidas estão sendo tomadas para evitar que o sofrimento da população seja maior. Por isso, a necessidade do envio dos alimentos e principalmente da água potável” explicou o prefeito de São Paulo de Olivença, Raimundo Nonato.

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