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Sebastião Salgado apresenta exposição In Principio em Berlim

Berlim, 5 set (EFE) - O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado apresentou hoje, em Berlim, sua exposição In Principio, uma mostra fotográfica através de cinco países cafeicultores -Brasil, Colômbia, Guatemala, Etiópia e Índia -, na qual percorre as raízes do café.

EFE |

"Esta exposição é uma forma de voltar às minhas origens", disse o fotógrafo, que se referia tanto à experiência pessoal que teve na juventude, quando trabalhou em uma organização internacional cafeteira, em Londres, quanto a seu pai, "que quase deixou a vida" nos cafezais.

Em preto e branco, conforme seu estilo dominante nos últimos anos, Salgado retrata com sua câmera os trabalhadores dos cafezais, freqüentemente indígenas, em um mundo intacto e alheio à tecnologia.

Nem grandes fábricas de produção nem veículos industriais, além de um velho trator ou ônibus que parece fazer parte do passado: a exposição se centra nos cafezais, como continuação da natureza, e dos homens e as mulheres que trabalham nesses locais.

"Não me interessaram as grandes produtoras, mas o trabalho das milhares de famílias que na Colômbia, por exemplo, vivem do café", explicou.

A mostra está em cartaz no Postfuhramt - velha central dos correios construída em 1976 no bairro de Mitte, agora uma galeria de exposições - e ocupa cinco espaços, um para cada país que Salgado "visita" com sua câmera.

As fotografias, 60 no total, foram tiradas entre 2002 e 2007 e fazem parte do projeto patrocinado por uma marca italiana de café.

Salgado percorre, país a país, desde a colheita do café e sua coleta, ao trabalho de secagem, tostadura e transferência à Itália.

"O café age como fio condutor de culturas distintas, sejam africanas, latino-americanas ou de outras partes do mundo", disse o fotógrafo, que destacou a surpresa ao comprovar, em uma viagem recente, que lugares como a China também produzem café.

Seu itinerário fotográfico começou no Brasil, seguiu por Índia, Etiópia e Guatemala, para terminar na Colômbia, país cafeicultor por excelência, onde expressamente se detém nos "pequenos produtores familiares", afirmou.

A mostra ficará aberta ao público até 5 de outubro. EFE gc/db

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