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Sean Penn, o ex-bad boy americano presidirá o júri do Festival de Cannes

Sean Penn, o ex-bad boy de Hollywood que participou dos resgates após o furacão Katrina, adversário ao embargo contra Cuba, correspondente durante a cobertura das eleições do Irã em 2005 e observador do presidente Hugo Chávez em 2007, presidirá o júri do 61º Festival de Cannes.

AFP |

Penn assume esta tarefa aos 47 anos, com a reputação de um cineasta sólido, maduro, que demonstra versatilidade como ator, virtuosismo como diretor e compromisso como artista.

O ator, quatro vezes indicado ao Oscar e possuidor de uma estatueta em 2004 por seu personagem em "Mystic River", Sobre Meninos e Lobos, sucederá entre 14 e 15 de maio os colegas, o britânico Stephen Frears e o chinês Wong Kar-wai, que presidiram o júri das duas últimas edições do Festival de Cannes.

"O Festival de Cannes é há muito tempo o epicentro mundial do descobrimento de novos diretores, por isso estou muito ansioso em participar", afirmou Penn em comunicado divulgado quando recebeu o convite por parte de Gilles Jacob e Thierry Frémaux, o presidente e diretor artístico do Festival.

Frémaux explicou que a escolha de Penn se deve "além da fascinação pelo ator e diretor", ao fato de que "ele faz parte das personalidades e dos artistas que têm uma história comum em Cannes".

Em 1997 recebeu o Prêmio de Interpretação do Festival de Cannes por sua atuação em "Shes's So Lovely" de Nick Cassavetes.

Como diretor também tem uma trajetória marcada por este Festival: seu primeiro filme "The Indian Runner" foi selecionado em 1991. Atuou em "Crossing Guard", Acerto final, (1995) e "The Pledge" A Promessa, (2001), ambos com participação de Jack Nicholson, e o segundo filme foi selecionado em Cannes.

Sean Penn "encarna o cinema independente americano, assim como certa imagem dos Estados Unidos que nós amamos", opinou o diretor artístico do festival que será realizado no exclusivo balneário no sul da França.

Nascido em Santa Monica (Califórnia) em 1960, o segundo filho do falecido diretor Leo Penn e da atriz Aileen Ryan estava destinado a se dedicar ao cinema e, após estudar artes cênicas, estreou em "Taps" em 1981.

O sucesso chegou logo depois com o filme "Fast Times at Ridgemont High", a primeira de uma série de filmes que confirmaram seu talento, entre elas "Bad Boys".

Nessa época, Penn era quase tão conhecido por sua carreira cinematográfica como por seu comentado casamento com a cantora Madonna, com quem esteve casado por quatro anos desde 1985, e suas brigas com fotógrafos.

Após o fracasso de "Shangai Surprise", que protagonizou com sua amada, Penn fez as pazes com os críticos com o filme "Casualities of War" (1989), seu primeiro trabalho com Brian de Palma, e "State of Grace" (1990), em que conheceu Robin Wright, sua atual esposa e mãe de seus dois filhos.

No início dos anos 90, o ator mudou de rumo e dirigiu "The Indian Runner", antes de anunciar que não voltaria a atuar. "Prefiro dirigir porque prefiro um trabalho concreto, ativo", afirmou na época.

No entanto, em pouco tempo, Penn aceitou o papel de um condenado em "Os Últimos Passos de um Homem", de Tim Robbins. Depois de dirigir "The Crossing Guard", Acerto final, se envolveu com outro personagem desta vez no filme "She's So Lovely" de Nick Cassavetes. Desde então participou de filmes com a direção de Alejandro González Iñarritu, Terrence Malick e Sydney Pollack.

bur-cl/sd

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